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O dinheiro está em toda parte

terça-feira, 30 de junho de 2009 by Leila Franca


Vou aproveitar que estamos no final do mês para falar sobre dinheiro. Semana passada tive um daqueles momentos (que eu acho que acontece com todas as pessoas) em que paro para pensar sobre o que eu faria se não estivesse fazendo o que faço agora para ganhar dinheiro. Pensei então nas pessoas que estão atualmente desempregadas, as que procuram o primeiro emprego e as que precisam de um dinheiro extra no final do mês. Muitas se sentem imobilizadas diante dessas circunstâncias. Procuram anúncios de oferta de emprego, entregam currículos e se sentam perto do telefone semanas a fio. Isso pode acontecer com qualquer um, principalmente em tempos de crise.

Antigamente, quando não se falava em outra coisa a não ser numa crise, que parecia permanente no Brasil, tive um professor de Problemas Brasileiros na faculdade que dizia que não havia crise nenhuma, que se houvesse uma crise pra valer não haveriam carros circulando nas ruas porque faltaria dinheiro. Se as ruas estão cheias de automóveis, existem filas nos supermercados e os shoppings estão cheios de gente, então não há crise.

Mas a gente lê nos jornais sobre falências e demissões. Uma vez um amigo me falou que quando uma pessoa é demitida de seu emprego, ela deve entender este fato como uma oportunidade para tentar trabalhar por conta própria. Ao sair da empresa que lhe pagava as contas, o indivíduo estaria finalmente livre para explorar sua habilidade de ganhar dinheiro por si mesmo.

Há muitos anos atrás, quando eu tinha 18 anos, me vi completamente sem dinheiro. Era verão e eu estava acampando numa praia com um grupo de amigos. Enquanto estávamos nos divertindo no mar, um ladrão roubou tudo que tínhamos na barraca: dinheiro, comida e até nossas roupas. Ficamos descalços, de biquini, sunga, sem nada pra comer e sem um tostão naquele lugar longe de casa. Mas o ladrão não levou uma caixa de papelão onde havíamos guardado sementinhas e conchinhas de recordação. Nem as revistas que compramos para nos distrair, nem umas contas de bijuteria, fio de nylon e tesoura que minha amiga levou para passar o tempo.

Rapidamente nos reunimos em mutirão e fizemos vários colares e pulseiras com o papel das revistas, as sementes, conchas e contas (ainda vou criar um post ensinando a fazer este trabalho) e saímos para vender ali na praia mesmo, onde estávamos acampados. Vendemos tudo e naquele dia mesmo já tínhamos dinheiro para comprar um belo peixe para o almoço e esperar até que nossos pais pudessem nos buscar.

Adoro essas coisas feitas de repente. Essas atitudes tomadas num momento de crise são atos de fé em si mesmo. É aquela coisa de “tem que dar certo ou então estamos fritos!” Quando morava em Boston, nos Estados Unidos, eu estava no Harvard Square, quando vi uma mulher, aparentando ser uma dona de casa americana comum, parar na calçada, com uma mesinha e uma cadeirinha de praia. Ela colocou algum material de pintura na mesinha e ficou em pé segurando um cartaz de papelão, onde havia escrito à mão “Painting faces” (pinto rostos). Ela própria tinha um coraçãozinho azul pintado na bochecha.

Ela chegou de manhã e passou o dia inteiro em pé segurando o cartaz. A cadeira, que ela havia levado para que os clientes sentassem, ficou vazia o dia todo. Quem iria sentar ali e pagar para ela pintar um coração em seu rosto? Eu trabalhava na loja em frente e fiquei curiosa para o que iria acontecer. Meus colegas de trabalho também notaram a presença da mulher, inclusive um deles já nervoso, falou que se ninguém sentasse na cadeirinha ele próprio sentaria lá no final do expediente e teria sua face pintada só para que a mulher tivesse um cliente.

Girl (5-7) having face painted, close-up

Mas não foi necessário. Quando saí do trabalho naquele dia, a mulher estava pintando um coração na face de um cliente e ainda havia outros dois esperando! Que felicidade eu senti! A mulher havia escolhido fazer a coisa mais improvável do mundo para ganhar dinheiro e ainda assim conseguiu.

Uma vez também vi um garoto de uns 12 ou 13 anos, todo arrumadinho, vestido com boas roupas, em pé numa rua movimentada, segurando uma bicicleta novinha com um cartaz onde havia escrito “US$ 100”. Pela aparência do garoto, ele não estava ali por necessidade e poderia até conseguir os $100 se pedisse aos pais, mas ainda assim ele queria vender a bicicleta. A gente vê essas coisas nos Estados Unidos.

Não ter vergonha de se expor faz parte do esquema. Muitas vezes ficamos presos à imagem que cultuamos de nós mesmos, ao status. Temos medo da rejeição e da opinião dos outros. O negócio é largar isso tudo pra lá e ir à luta.

O improvável acontece. Querendo me livrar de tralha na minha casa, coloquei vários móveis usados mas em bom estado à venda, inclusive um armário de banheiro quebrado e bastante usado. Até pensei que seria melhor colocá-lo no lixo, em vez de juntá-lo às outras coisas que queria vender. Depois de uma semana, a única coisa que consegui vender foi o armário de banheiro! Achei até engraçado que aquilo tivesse acontecido. Realmente, sempre tem alguém querendo comprar o que queremos vender.

Mas voltando ao assunto do início do post, eu estava aqui tentando imaginar o que faria se não tivesse o emprego que tenho hoje. Pensei em várias possibilidades e até senti uma pontinha de medo. Fui dar uma olhada no blog de Brian Tracy, cujos livros gosto de ler, e li o artigo "The Butterfly Effect", onde ele fala sobre aquelas pessoas que encontramos na vida que de alguma forma contribuem para mudar o rumo do nosso pensamento.

Por coincidência, horas depois, encontrei um amigo de faculdade que não via há anos. Naquele tempo, eu me lembro que ele sempre levava roupas na mochila para vender para os colegas de turma. Ele não perdia uma oportunidade. Num momento da conversa, ele falou “O dinheiro está em toda parte!” Sim, é através dessas lentes que devemos ver o mundo e foi esse o encontro que acalmou minha alma naquele dia.

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Michael Jackson: uma homenagem

sexta-feira, 26 de junho de 2009 by Leila Franca

The World Mourns The Death Of Michael Jackson

"O que é isso que estou lendo?!" - esta foi a minha reação ontem à tarde quando li a notícia da morte de Michael Jackson. Parecia irreal. O Michael Jackson sempre esteve lá, com sua música e passos de dança, desde que eu era uma garotinha. Como assim, “no more”?

Eu já estava triste com a morte de Farrah Fawcett, depois de sua luta contra uma doença implacável, saber da morte de Michael Jackson soou como se tratasse de uma brincadeira de mau gosto. Fui procurar por mais notícias na internet, mas meus sites de notícia favoritos não abriam. Estavam congestionados. Fui para o Twitter e fiquei impressionada como todos os trending topics eram sobre Michael Jacson. Em RIP Michael Jackson, apareciam 8 mil, 5 mil novas mensagens a cada poucos segundos. Foi assombroso! Hoje li na CNN que seu site de notícias recebeu 20 milhões de visitas em 1 hora, após a notícia da morte do pop star. Foi impressionante como uma pessoa, apenas uma pessoa, foi capaz de mobilizar tantos sites importantes.

Não deve ter sido fácil ser Michael Jackson. Desde a primeira infância sob a mira das luzes e das câmeras. Um sucesso estrondoso desde que era um gurizinho que quando cantava dava aqueles agudos que ninguém conseguia fazer igual. Ele criou algo novo, que os que vieram depois copiaram. Deixou símbolos, assim como Chaplin, com sua bengala, andar e cartola, Michael Jackson tinha uma luva brilhante, um óculos escuros, uma farda, um chapéu inclinado e um passo – moonlight.

Só a gente, que viveu nesse tempo, poderá dizer como foi acompanhar as mudanças que ele próprio criou em sua aparência ao longo dos anos. Parecia um filme de terror. Ele era tão bonitinho quando criança e depois adolescente, na época do Jackson 5, com aquele cabelinho black power. O que o fez pensar que não era? Cismou com o nariz, tanto fez até ficar quase sem ele. Tudo bem que quisesse mudar o nariz, tanta gente muda. Seu visual em Billy Jean e em Triller já estava ótimo, mas ele exagerou. Como e por que Michael Jackson ficou branco, só Deus sabe. Seu aspecto, diz quem chegou perto, era de uma criatura frágil.

Como se não bastasse, vieram os escândalos e os tribunais. Sempre preferi acreditar que Michael procurava as crianças porque eram as únicas que ele tinha certeza que eram sinceras. Talvez tentasse também recriar sua infância perdida.

Hoje é impossível pensar em outra coisa senão Michael Jackson. Sua morte é comparável a de Elvis Presley, Jin Morrison, John Lennon, John Kennedy, apesar dele ter sido único.

Quando soube de sua apresentação em Londres, fiquei na esperança que ele fizesse como Madonna, que passou pelo Rio, em sua turnê dos 50 anos. Mas parece que a mesma nave espacial que deixou Michael Jackson neste planeta veio buscá-lo rapidamente. E ele se foi como um passarinho que pousou aqui, cantou e voou, desaparecendo no espaço.

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A história das minhas miniaturas de argila

quarta-feira, 24 de junho de 2009 by Leila Franca


Comecei a fazer miniaturas com argila há muitos anos atrás. Foi quase sem querer, foi por acaso.

Eu era adolescente e saí com um grupo de amigos da mesma idade para brincar de teatro. Tínhamos interpretado uma peça na escola e queríamos treinar expressões corporais ao ar livre.

O dia estava nublado, tinha chovido e as praias estavam vazias. Por isso, procuramos uma praia perto de onde morávamos, um lugar que hoje em dia jamais iríamos, por ser deserto e perigoso. Naquela época não havia perigo.

O terreno junto da praia havia recebido aterro. Quando a areia branquinha acabava, vinha um verdadeiro "degrau" de mais de 1 metro de altura, onde podíamos ver as camadas dos tipos diferentes de terra colocada ali por máquinas.

Num momento de descanso, sentei ali, junto ao "degrau" e comecei a observar as cores das camadas de solo. Uma delas parecia uma massa mole e clara, quase branca. Peguei um bocado com as mãos e vi que era bastante maleável. Imediatamente modelei um rosto, que até hoje guardo comigo.

Gostei tanto da massa, que levei um bocado para casa e depois ainda voltei lá naquela praia para pegar mais. Fiz mais algumas peças, mas acabei deixando de fazer. Tinha o colégio, os estudos, não dava tempo.

Os anos passaram. Eu entrei pra faculdade de Comunicação Social, para estudar jornalismo e comecei a trabalhar. Depois casei, tive um filho e logo já estava esperando outro. Parei de trabalhar fora neste período. Mas meu marido ficou sem emprego e eu, grávida, não tinha a menor chance de arranjar um emprego. Estávamos em apuros.

De repente, do nada, tive a idéia de pegar aquela massa velha e ressecada que eu ainda tinha
guardada e, em vez de fazer um rosto, que não é nada comercializável, fiz uns cachorrinhos estilizados, e meu marido saiu para tentar
vendê-los e assim ganharmos algum dinheiro.

Ele vendeu todas as miniaturas. Fiz mais, criei mais, coloquei novas cores e inventei novos personagens e ele vendia tudo. Estávamos em 1978 e aquilo era novidade. Passei 3 anos criando miniaturas e tudo o que eu fazia era vendido. Começamos a vender na feira de Petrópolis, na UFRJ, Festival de Inverno de Ouro Preto, depois fomos para a feira da Praça XV, Saquarema, Cabo Frio, Copacabana, Ipanema, etc. Foram vários lugares, sempre vendendo bem.


Mas a vida mudou outra vez. Eu e meu marido nos separamos e eu resolvi fazer outra faculdade. Parei de fazer as miniaturas. Estávamos em 1981 e dessa vez eu iria parar por muitos anos. Em 1986 quando estava me formando na faculdade de Arquitetura, um editor quis que eu escrevesse um livro sobre como fazer as miniaturas, mas eu não tive tempo de elaborar este livro, estando no último período da faculdade. Na verdade parei de fazer as miniaturas durante 20 anos.

No ano de 2001, eu estava em Boston, nos Estados Unidos tentando explicar para alguns americanos como eram as miniaturas que eu fazia, então me deram a idéia de fazer algumas para que eles vissem. Aí foi difícil porque não encontrava argila para vender...


Encontrei uma argila sintética na loja Pearl de material de desenho, fiz algumas miniaturas e levei para os americanos verem. Compraram tudo! Começaram a aparecer encomendas, me pediam para fazer as mais diferentes figuras.

Fui convidada a participar de uma exposição com outros artistas no Museu de Sommerville. Eu pensei que ninguém ia visitar a exposição, pois a temperatura estava abaixo de zero, a neve cobria a cidade e o vento gélido era de cortar o rosto, mas o museu ficou cheio!

Mas houve os ataques terroristas em 11 de setembro de 2001 e tudo mudou. As coisas perderam a graça, um medo horrível se apoderou de todos. Voltei para o Brasil em 2003 e guardei para sempre meu green card.


De volta ao Brasil, ainda impregnada pelo espírito americano de fazer qualquer coisa no que se refere a trabalho sem a menor inibição, usei um imóvel da minha família para exibir minhas miniaturas.

Coloquei as peças numa bancada e abri um grande portão de ferro para que todos que passassem na rua pudessem ver meus trabalhos. Para minha surpresa, o primeiro que parou ali foi o carro da polícia!

O imóvel estava fechado há muito tempo e ao ver o portão aberto pela primeira vez, os policiais da ronda possivelmente ficaram curiosos para saber o que havia naquele espaço. Eles viram meu trabalho e foram embora me pedindo para fazer uns policiais em miniatura sob encomenda! Eles acabaram se tornando meus amigos e eu fiz um grande número de policiais de argila para boa parte do batalhão.

Então eu fiquei ocupada e parei de novo com as miniaturas, só retornando uns 2 anos depois, quando me chamaram para participar de uma feira aqui mesmo no meu bairro, no Rio de Janeiro.

Eu me perguntava se aquelas minhas criações que datavam de 1978 ainda iriam vender em 2008, mas venderam bastante!

Meu pai costumava falar que eu transformo terra em dinheiro. Isso é um pouco verdade. A argila é terra, lama e eu preciso de apenas um pouquinho para transformá-la numa criaturinha simpática que é logo vendida. Os palitos de fósforo que aparecem nas fotos servem para mostrar o tamanho de cada figurinha.

Agora parei outra vez, mas todo material, assim como amostras e algumas miniaturas continuam guardados cuidadosamente, até que um novo momento me faça pegar um pouquinho de massa e fazer um novo personagem.

























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Pessoas difíceis

sábado, 20 de junho de 2009 by Leila Franca

Bully and smaller childO que fazer com as pessoas difíceis de lidar? Aquelas que nos fazem tomar cuidado quando precisamos falar com elas. As que não têm empatia alguma, que são incapazes de pensar nos outros, que não conseguem sentir qualquer sentimento.


São pessoas difíceis e fazem questão de continuar sendo difíceis. Parecem viver com um simples propósito: o de atormentar a vida dos demais. Desconhecem a política do ganha-ganha. Querem ganhar e melhor ainda se ao mesmo tempo puderem assistir os outros perdendo.

Pessoas difíceis sentem prazer em ser odiadas. Elas adoram isso. São capazes de qualquer coisa, das mais simples às mais complicadas, para fazer a gente ficar com raiva. Estão sempre tramando, armando alguma nova investida para transformar a vida dos outros num inferno. E fazem tanto isso, que com o tempo adquirem prática!

Frequentemente, pessoas difíceis nos colocam em situações do tipo "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". A vítima, ou melhor, o alvo, fica entre duas opções ruins e sai perdendo em ambas. Neste caso, a melhor atitude é pensar numa terceira opção. Fazer algo inesperado.

Não devemos tentar consertar, salvar, corrigir ou mudar uma pessoa difícil. Na maioria das vezes, somente uma ajuda especializada, de um psicólogo ou psiquiatra, poderá resolver um pouquinho a questão.

E se a tal pessoa difícil for alguém da família ou do trabalho, alguém cujo contato continuará acontecendo? Nesse caso, além de evitar ao máximo se dirigir a esta pessoa, deve-se também resistir às provocações que certamente ocorrerão, sem exibir reações de raiva ou indignação, que é o que elas realmente querem.

Não existe solução fácil para este problema. Existem maneiras de se esquivar de um ataque ou de abrandar uma situação. A melhor saída é não ter mais contato com esta pessoa difícil. Não falar, telefonar, trocar e-mails, mensagens e evitar encontrar esta pessoa. Contato zero é a melhor maneira de lidar com uma pessoa difícil.

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Isabela diz cada coisa...

quarta-feira, 17 de junho de 2009 by Leila Franca


A Isabela não é muito de comer comida. Ela só quer saber de docinhos e biscoitos. Quando chega a hora do almoço ou jantar, a gente só falta chorar pra fazer ela comer alguma coisa. Se a comida está quente, ela não quer comer porque está quente, se esperamos esfriar, ela não quer porque está fria. A verdade é que ela sempre arranja uma desculpa pra não comer.

Há pouco tempo atrás, Isabela foi a um churrasco. Chegando lá, o dono da casa perguntou:

“Isabela, quer uma carninha?” E a Isabela respondeu:

“Não, obrigada. Já comi ontem...”


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10 Dicas sobre a caixinha de areia dos gatos

quinta-feira, 11 de junho de 2009 by Leila Franca


O gato é um animal super limpo. Passa o dia limpando o corpo e arrumando seus pelos. Na hora de ir ao banheiro não é diferente. Alguns gatos são até capazes de ir ao banheiro e usar o vaso sanitário (eu já vi!!!), outros gostam de fazer suas necessidades sobre jornal ou papel picado, mas em geral, quando temos um gato devemos adquirir uma caixinha de areia para que ele use como banheiro. Reuni aqui algumas dicas sobre a caixinha de areia do seu gato.


1. A caixinha deve ser de plástico lavável e que não seja muito rasa para que a areia não saia facilmente. Na verdade, qualquer bacia plástica pode servir de caixinha de areia, mas existem vários tipos de caixinhas, das mais simples às mais sofisticadas. Algumas caixinhas têm cobertura, uma espécie de tampa, com uma portinha onde o gato pode entrar e fazer suas necessidades. Essa tampa evita que a areia caia no chão e evita o odor no ambiente. Eu prefiro as caixinhas comuns. No final, a tampa acaba sendo mais uma coisa pra se lavar!


2. A caixinha de areia pode ser comprada em pet shops e supermercados, mas você pode encontrar a mesma caixinha por um preço bem menor nas lojas de "1,99".


3. Quanto à areia, existem vários tipos no mercado. O ideal é experimentar vários tipos e escolher aquela que gostar mais. Eu tenho a minha preferida. Os gatos também se acostumam com um certo tipo de areia e podem não gostar de algum outro tipo. Então você faz a vontade do seu gato!!! Os meus gatos gostam mais da areia mais fina e rejeitam as que são mais grossas, com pedrinhas maiores. O segredo para economizar areia, facilitar a retirada da sujeira e evitar o mal cheiro no ambiente é misturar farinha de mandioca na areia. Podemos colocar 3 partes de areia na caixa e 1 parte de farinha e depois misturar para ficar homogêneo.

4. Compre também uma pá especial para retirar a sujeira da caixinha.

5. Logo que começa a andar, o gatinho bebê já é capaz de usar a caixinha de areia. Alguns mais espertos vão direto ao lugar onde está a caixinha para fazer suas necessidades. Mas em geral, no início, o gatinho vai procurar um cantinho pra fazer xixi e cocô. Devemos ficar atentos para descobrir onde será este cantinho que ele vai escolher. Então colocamos a caixinha de areia neste lugar! Sim! O gato é que vai escolher o lugar da caixa! Colocamos o gatinho na caixa e a maioria das vezes isto é o suficiente. Ele começará a cavar e pronto! Outras vezes o gatinho não entende a função da caixa e em vez de fazer xixi, ele vai se deitar e até dormir na caixa!!! Se isto acontecer, pegue em uma de suas perninhas e faça o movimento de cavar a areia. Os gatos nascem sabendo usar a areia para fazer as necessidades, você só estará despertando o que ele já sabe instintivamente.

6. Se o cantinho escolhido pelo gato para a localização da caixa não for conveniente, depois que ele estiver acostumado a usar a caixa, você vai tirando a caixa do lugar, cada dia um pouquinho, até que ela fique no local que você preferir. Mas cuidado pois alguns gatos insistem em fazer suas necessidades no cantinho que ele escolheu e se você mudar a caixa de lugar, mesmo que só alguns centímetros, eles continuarão fazendo as necessidades no cantinho escolhido, fora da caixa. Nesse caso, deve-se deixar a caixa onde estava por mais algum tempo.


7. O gato sempre cava um buraco na areia antes de fazer xixi ou cocô (para não sujar o traseirinho!) e depois cobre sua "obra de arte" com areia. A maioria deles se empolga na hora de cobrir o cocô e quer usar a areia TODA da caixa para fazer o morro mais alto possível!!! O que acontece é que muitas vezes a areia sai fora da caixa. Por isso, sempre coloco jornal embaixo da caixa, pois a maior parte da areia que cai da caixa fica no jornal. Pelo menos duas vezes por dia, eu levanto a caixa, pego o jornal cuidadosamente e coloco a areia de volta na caixa. Já ouvi falar que algumas pessoas colocam a caixinha de areia dentro de uma caixa de papelão grande para evitar que o gato espalhe a areia pelo chão. Isso pode funcionar para gatos adultos, mas para filhotes não daria certo.

8. Se você tem mais do que um gato, vai precisar de mais de uma caixa de areia em casa. É recomendável usar uma caixa por gato. Distribua as caixas em pontos estratégicos da casa. Parece que será mais trabalhoso e dispendioso, mas é o contrário disso. Tendo várias caixas, elas não ficarão muito sujas, será mais fácil de limpar e a areia vai durar mais.

9. Um detalhe importante é o seguinte: nunca coloque uma caixinha de areia próxima da comida do seu gato. O gato não vai usar a caixa se ela estiver perto da comida.

10. O gato não usará a caixa se ela estiver suja. Retirar a sujeira das caixas deve ser parte de sua rotina da manhã e da noite, no mínimo. Então já sabe: quando você acordar, além de lavar o rosto e escovar os dentes, tire a sujeira das caixas. Antes de dormir a mesma coisa. Uma vez por semana, ou assim que a areia começar a acabar ou ficar suja na caixa, jogue esse resto fora, lave a caixa, enxugue e coloque areia nova, farinha e misture. Aproveite para colocar uma folha nova de jornal sob a caixa.


Mas se apesar de tudo, se o seu gato insistir em fazer as necessidades fora da caixa? Pode ser que ele esteja com algum problema de saúde. Uma visita ao veterinário para tirar essa dúvida é o mais indicado. Também pode ser que ele esteja querendo chamar atenção por algum motivo. Alguns gatos não aceitam a presença de outros gatos ou cães, podem estar querendo "exclusividade", então podem protestar fazendo as necessidades fora da caixa. Outros, sem nenhum motivo, parecem preferir o piso liso, ou o quintal, em algumas ocasiões. Em tudo há exceção e não será diferente no que se refere ao uso da caixinha.

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David Carradine, saudades...

sábado, 6 de junho de 2009 by Leila Franca


One With The Flute

David Carradine era meu ídolo da adolescência devido à série “Kung Fu”, que passava na televisão na década de 70. Eu não perdia um episódio. Ele interpretava um monge Shaolin que atravessava o Velho Oeste americano. Em todo episódio havia uma demonstração da luta, como também cenas que mostravam sua infância, quando era chamado pelo apelido “Gafanhoto”. Eu adorava as cenas à luz de vela, os diálogos, a calma e a paz que o personagem transmitia. Todo episódio trazia uma mensagem filosófica, um significado, coisa que falta em muitos filmes de hoje.

David Carradine trabalhou em muitos outros filmes, que eu procurava assistir só para vê-lo atuar, mas “Kung Fu” sempre foi meu preferido. Passei a admirar não somente o ator, como também as artes marciais. “O Ovo da Serpente”, “Kill Bill” e mais de 100 outros filmes contaram com a participação de David Carradine. Além de ator, ele também gostava de pintar e esculpir, tocar guitarra e compor. 

Essa semana, no dia 4 de junho, ele foi encontrado morto num quarto de hotel, aos 72 anos. Morreu de forma inusitada e misteriosa. Espero que a polícia consiga descobrir como aconteceu. 

“Gafanhoto”, sua missão foi cumprida. Descanse em paz...


David Carradines Hollywood Star



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Voo 447: a gente não para de pensar

sexta-feira, 5 de junho de 2009 by Leila Franca


Silhouette of airplane in flight at sunset

O desaparecimento do voo 447 da Air France me deixou tão triste e impressionada, que desde que soube do acontecido não parei mais de pensar  nas pessoas que estavam naquele avião.Eu não tenho nenhum parente, amigo ou conhecido que estivesse lá, mas sinto como se tivesse. Na realidade, a única proximidade que tive com aquelas pessoas vem do fato de que moro no bairro onde há o aeroporto de onde este voo partiu. 

O mundo inteiro ficou chocado, traumatizado. Em todos os jornais, as manchetes se multiplicaram. Foram pesquisas, mapas, históricos, opinião de especialistas e milhares de cartas de leitores. Há dois dias atrás o avião da Air France era o segundo assunto mais comentado no Twitter. 

Realmente, é difícil imaginar como um avião enorme, com 60 metros de comprimento, transportando 228 pessoas e suas bagagens, tenha simplesmente desaparecido. E que tenha sido tão repentino ao ponto de não haver nenhuma comunicação por parte do piloto. 

Eu me recusei a acreditar. Na minha imaginação, o piloto teria conseguido realizar um pouso de emergência em algum lugar e logo todos seriam encontrados. Mas a medida que os dias foram passando, minha esperança foi diminuindo. Não imaginava mais um pouso forçado no meio da selva. Passei a visualizar pessoas vestidas em coletes salva-vidas fazendo sinal para os aviões. Afinal, ninguém sabe de que altura o avião caiu.  

Mas quando começaram a falar em destroços e procura de corpos fui parando de pensar na cena de resgate. Aí doeu. É provável que não saibamos nunca a dimensão do horror pelo qual aquelas pessoas passaram. As que tinham crianças consigo sofreram ainda mais. 

Essa noite vou rezar mais uma vez por estas pessoas que se foram de uma forma tão trágica e pelos seus familiares. Que encontrem conforto em seus corações.

 

 

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Meu hóspede

terça-feira, 2 de junho de 2009 by Leila Franca


No último fim de semana recebi um hóspede na minha casa: este lindo gatinho, que foi encontrado pelo meu filho em Vista Alegre, Rio de Janeiro. Ele foi abandonado sozinho. Quem teria coragem de abandonar esta coisinha linda, com uns 2 meses de vida, pequenininho e tão bem comportado? Meu filho foi viajar no sábado passado, deixou o gatinho aqui e veio buscar no domingo à noite.


O nome dele é Mingau. Vejam que gracinha, comportadinho, sentado no sofá.





Nenhum dos meus gatos estranhou o Mingau. Ele se deu bem com todo mundo! Brincou, jogou bolinha, comeu, correu e dormiu no sofá.










Olhem o tamanho dele, comparado com o meu pé!










Aqui em casa é grande, mas o gatinho Mingau soube direitinho encontrar a caixinha de areia! Não sujou a casa nenhuma vez!




















Ele é a coisinha mais linda!



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