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A vida é movimento!

segunda-feira, 24 de maio de 2010 by Leila Franca

Quando saiu da cidade, meu melhor amigo deixou um cartão de despedida. Não era um cartão comprado em loja. Era um retângulo de papelão onde ele escreveu à caneta a seguinte frase:


"A ave sai do ovo. O ovo é o mundo.
Quem quiser nascer
tem que destruir um mundo..."

Eggshell splitting and light beaming out

A sentença foi extraída do livro "Demian" de Hermann Hesse, que nós havíamos lido pouco antes de sua partida. O romance conta a história de um rapaz que pela primeira vez sai da casa dos pais e encara o mundo.

Era isso que meu amigo iria fazer. Deixaria para trás sua zona de conforto. A casa dos pais, o ambiente familiar, onde tinha de tudo sem que precisasse fazer esforço algum e seguiria por um caminho totalmente desconhecido. Ele era a ave que se preparava para sair do ovo e o mundo que teria de romper era o único que então conhecia.

Dove flying through beam of light

Pra começar a fazer uma coisa nova, precisamos deixar de fazer a que estamos fazendo no dia de hoje. O apego não existe somente em relação às pessoas e aos objetos. Podemos nos apegar também a um tipo de vida que estamos levando.

Qualquer mudança exige um rompimento com alguma coisa que irá passar a fazer parte do passado e da memória. É necessário coragem e determinação, mas vale a pena. A vida é movimento.

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Minha vida de alpinista

sábado, 26 de dezembro de 2009 by Leila Franca


Entrar para o grupo das Bandeirantes me ensinou a tomar gosto pela aventura. Acampamentos e atividades ao ar livre passaram a fazer parte da minha vida. Mas quando começamos a ficar um pouco mais velhas, eu e minhas amigas abandonamos os uniformes azuis e passamos a planejar nossos próprios programas, não mais ligados ao grupo de escotismo.

Assim, uma vez nos perguntaram se queríamos fazer uma "escalada". Na verdade era uma caminhada pesada de vários quilômetros até o ponto culminante do município. Um grupo de alunos adolescentes iria subir este pico, a mais de mil metros de altura, acompanhados de professores de educação física. Não conhecíamos nenhum deles, mas poderíamos seguir este grupo, que sabia o caminho.

View of a vineyard with mountains in the background in rural setting

Naquele tempo não havia nada disso de ecoturismo e tudo mais. Hoje em dia esta mesma subida conta com guias, sites na internet, mapas, folhetos etc, mas naquele tempo era só aquele morro alto no horizonte e a gente com vontade de subir de qualquer jeito.

Assim, eu e mais três amigas partimos de manhã bem cedo. Fizemos uma longa viagem de ônibus até a base do morro e começamos a subir a trilha, seguindo o grupo de alunos e professores. Até a metade do caminho foi tudo bem, mas depois o negócio ficou mais complicado. Às vezes entrávamos na floresta e perdíamos a noção do ponto onde estávamos ou então íamos para as clareiras onde podíamos ver ribanceiras bem íngremes. Mas enfim, chegamos ao lugar mais alto. Só faltava subir mais uma pedra...

Foi então que nós vimos, debaixo da última pedra, uma arma e alguma munição! Não era uma arma velha, abandonada ali. Era uma arma que parecia nova, recém colocada naquele lugar. Ninguém ousou mexer naquilo! Não sabíamos se a arma pertencia a algum caçador ou mesmo a um bandido. Subimos na pedra, para completar nossa missão, olhamos a paisagem, mas já havíamos perdido a graça e estávamos morrendo de medo! Quem quer que seja que tivesse deixado aquela arma ali, poderia estar por perto!

rear view of a young woman rock climbing

Resolvemos voltar imediatamente. Os professores e os alunos estavam demorando muito para se organizar, mas enfim começamos descer o morro. Entretanto, em algum ponto do caminho nos perdemos do grupo e a partir dali passamos a fazer a descida por conta própria! Mas isto não nos preocupou. Afinal, era só descer tudo que havíamos subido!

Mas não foi bem assim. Não conseguimos encontrar a trilha que havíamos percorrido para subir o morro. Então nos deparamos com lugares íngremes demais, que não dava pra passar, florestas que tivemos medo de entrar e nos perder e lugares onde parecia que o morro tinha desmoronado em parte, o barro vermelho aparecia e podíamos ver no ar as raízes de árvores enormes, que pareciam que iam desabar a qualquer momento.

Silhouette of young woman at dawn

Resolvemos seguir pelas clareiras, embora fosse bastante íngreme e não houvesse onde segurar. Até que alguém teve a bela idéia de transformarmos as bolsas de couro que usávamos numa espécie de prancha, um snowboard do barro e descer o morro como se fosse um tobogã.

Foi uma descida vertiginosa! Atingimos uma velocidade incrível e íamos gritando!!! Aaaaahhhhhh!!! Descemos um trecho enorme, quase o morro inteiro assim e fomos parar, caindo uma por cima das outras, num canavial lamacento. Estávamos sujas de barro da cabeça aos pés.

View of a bamboo forest

O lugar era um charco. Afundávamos na lama e não enxergávamos um metro à frente por causa da vegetação. Estávamos perdidas, mas não paramos de andar. Já estava entardecendo e tudo o que queríamos era sair dali antes que escurecesse.

De repente, demos de cara com um sujeito no meio do canavial. Era um rapaz visivelmente retardado segurando uma foice enorme! Ele riu, babando pelo canto da boca sem dentes! Olhamos o sujeito por um segundo e... Aaaahhhhhhhhhhhhh!!!!!! Saímos correndo!

O chão foi ficando seco e ainda tomamos outro susto ao ver uma cobra verde passando rápido na nossa frente, até que conseguimos chegar numa estradinha e por fim na avenida principal, onde entramos num ônibus, com todos os passageiros se esquivando de nós.

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Desafio no Morro

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 by Leila Franca


Antigamente o sonho de todo menino ou menina era ter uma bicicleta, que geralmente vinha no Natal ou no aniversário. Ganhei minha primeira bicicleta quando tinha 10 anos e logo conheci muitas pessoas que vieram a se tornar verdadeiros amigos. Muitos estão por aí pedalando até hoje por puro prazer.

Creatas Images Single Image Set

No tempo do colégio, formávamos grupos de 15 ou 20 ciclistas para grandes passeios que duravam o dia inteiro. Foi assim que descobri também o prazer de conhecer lugares, cidades, de bicicleta. É mais divertido do que de carro e todo mundo fala com a gente. Com um mapa na mão é uma aventura chegar a qualquer lugar de bicicleta.

Young woman and young man on mountain bike

Nos Estados Unidos, eu ia de uma cidade a outra pedalando e conheci algumas pessoas loucas por mountain bike. Só não pedalei na neve e no gelo porque vi gente tomando tombo feio fazendo isso. Os universitários em Boston compram bicicletas para usar enquanto estão na faculdade e quando se formam, voltam para os seus locais de origem e muitas bicicletas são abandonadas pela cidade. É uma coisa que não se vê aqui no Brasil.

A bike parked beside a tree in a park

Sempre quis dar uma volta pela América do Sul de bicicleta, mas nunca encontrei quem quisesse fazer o mesmo e me acompanhar. Infelizmente, sendo mulher, é muito perigoso ir sozinha. Andar de bicicleta para cumprir o "exercício diário obrigatório" por uma ciclovia é legal mas não tem graça. O divertido da bicicleta é poder andar em velocidade onde os automóveis não podem, sendo mais barato que a moto.

Por isso, hoje eu trouxe um vídeo diferente. São os irmãos Gee e Dan Atherton num evento da Red Bull que se chamou "Desafio no Morro", onde eles descem uma favela no Rio de Janeiro em suas bicicletas. Acompanhe o trajeto!


fotos: Picapp


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Aviso aos meus leitores e amigos

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 by Leila Franca


Tenho observado que conforme vou contando minhas historinhas imediatamente o leitor lembra e gosta de contar também o seu caso no espaço reservado para os comentários. Preciso agradecer aos que fazem isto porque os comentários que recebo estão ficando cada vez mais interessantes e isso enriquece muito cada artigo publicado.

Teenage girl (15-17) lying on bed, using laptop computer, smiling

Assim, gostaria de propor aos meus queridos leitores o seguinte: se você tiver um caso interessante a contar, quiser vê-lo escrito por mim e acabar se transformando num de meus personagens, me conte sua história ou diga mais ou menos o que aconteceu enviando para o e-mail leilafcastro@gmail.com. Eu posso incluir o seu caso num dos artigos deste blog, ou quem sabe você poderá ter um artigo inteiro que conte somente a sua história?

Se você quiser que todos saibam que o caso se passou consigo, poderá até me mandar fotos e imagens para que sejam aproveitadas. Mas, se você não quer se identificar, posso mudar nomes e outros detalhes que assegurem o sigilo. Afinal não tenho compromisso com a realidade. Nas histórias que escrevo, o importante são as relações, o comportamento, ações e reações, não importando de fato certos dados. Se você observar, cada história poderia ter acontecido em qualquer tempo, em qualquer lugar e com qualquer um.

É lógico também que não vou sair contando qualquer história. Vou avaliar cada uma e escolher as que eu me sentiria bem escrevendo. Não gosto de escrever histórias tristes nem trágicas. Tem que ser tudo alto astral. Também dispenso contos eróticos, fofocas e histórias onde o palavrão tenha que ser dito. Prefiro muito mais os casos que os avós contam para os netos, as maluquices adolescentes e principalmente as aventuras inusitadas do cotidiano.

Grandfather Telling Story to Youngsters

Bom, deixo aqui a porta do blog aberta ao leitor. As suas histórias, que até então estão sendo contadas no espaço dos comentários, poderão subir para a página principal.

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Sobrevivi!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009 by Leila Franca


Ontem quando li no Globo a notícia sobre o tubarão bocão, de quase 6 metros de comprimento, encontrado em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, lembrei de um episódio que vivi naquelas águas claras.

Aconteceu numa época em que ainda podíamos acampar na areia da praia, que então era quase deserta. Chegamos durante a noite enquanto chovia. A escuridão era quase total. Armamos as barracas na base do tato e fomos logo dormir.

O dia seguinte amanheceu maravilhoso. O céu azul sem nuvens prometia um bom dia de praia. Eu e minha amiga Gelita nos levantamos cedo e ficamos à toa na areia a observar o mar. Ainda estava cedo para entrar na água cristalina, que devia estar fria.

Feet walking on the beach

Logo, mais uma pessoa do grupo acordou e veio se juntar a nós duas. Era um rapaz morava em Brasília, de visita ao Rio de Janeiro, e que não estava acostumado a despertar assim tão perto do mar. Ele tinha um apelido engraçado: Marcha Lenta ou, mais simplesmente, Lento.

Eu e Gelita queríamos levar o Marcha Lenta pra passear, para que ele conhecesse melhor as praias e a cidade. De onde estávamos, olhando para a praia, víamos um morro à direita que ia diminuindo de altura até se transformar numa pontinha que desaparecia no mar. Não sei quem teve a idéia de irmos até aquela ponta, que parecia ser a entrada daquela enseada. Partimos, sem avisar a ninguém, pois todos estavam ainda dormindo.

Aquele morro, que de longe parecia fofo e verdinho, não era tão amigo visto de perto: sua vegetação consistia de cactus e outros espinhos, que só paravam de crescer quando encontravam as rochas e o mar. Por isso fomos caminhando pelas pedras. Eu e Gelita usávamos apenas biquinis, o Lento uma bermuda. Devia ser umas 8 horas da manhã e nem havíamos tomado café. Pensávamos que o passeio seria curto e logo estaríamos de volta ao acampamento.

Já um pouco afastados da praia, vimos pescadores cercando peixes enormes numa rede. Eles batiam nos peixes com os remos dos barcos e a ponto da água do mar ficar vermelha. Horrorizados com o espetáculo, em vez de voltarmos para a praia, seguimos em frente, ainda procurando alcançar a pontinha que marcava a entrada da enseada.

Observamos que dois homens também caminhavam nas pedras quase junto de nós. Pela pele bronzeada e o jeito de falar, achei que provavelmente seriam simples moradores daquele lugar. O caminho começava a ficar difícil, as pedras escorregadias e por várias vezes eles me deram a mão para ajudar a pular de uma pedra pra outra.

Waves crashing on rocky shore

Já estávamos andando há um bom tempo e nada de chegar à pontinha daquele morro. Era mais longe do que imaginávamos. O sol estava queimando nossa pele e as pedras já estavam bem quentes. Começamos a sentir fome, sede e, para piorar, encontramos diante de nós um tremendo paredão, uma falha na rocha, quase impossível de passar. Resolvemos voltar ao acampamento, mas no meio do caminho descobrimos que a maré tinha começado a subir e não era mais possível passar por onde tínhamos passado antes, a menos que caminhássemos sobre os espinhos!

Decidimos dar meia volta e de novo estávamos diante daquele paredão onde as ondas batiam lá embaixo. Neste caminho observamos que um peixe muito grande nos acompanhava junto das pedras. Ele ia e vinha e só víamos aquela sombra enorme correr naquelas águas limpas. Não sei que tipo de peixe era, sabia apenas que qualquer um de nós caberia perfeitamente em sua barriga! (Tenho suspeitas de que se tratava de algum parente remoto do tubarão bocão encontrado lá essa semana!) Dava medo. Nem pensar em voltar à praia nadando! O jeito era encarar o paredão.

Com os pés virados de lado, pisando em degraus mínimos de pedra quebradiça e abraçados àquela rocha fervente conseguimos alcançar o outro lado. O Marcha Lenta teve azar. No meio do caminho ele foi atacado por um casal de maribondos que saiu dos espinhos. Ele não podia nem espantar os insetos, que picaram à vontade suas costas.

O sol estava abrasador naquela hora mais quente do dia. Procurávamos alguma praia entre aquelas rochas ou então um caminho que pudéssemos trilhar entre os espinhos. Os dois homens que inicialmente nos acompanhavam a pouca distância agora haviam se juntado a nós, em grupo. Houve um momento, que nós paramos pra descansar numa pedra mais chata e um deles encontrou uma linha de pesca. Enrolou a linha grossa de nylon em cada uma de suas mãos e testou sua resistência. Eu e Gelita olhamos uma pra cara da outra e por um instante ficamos com medo. Afinal eles eram estranhos.

Finalmente chegamos naquela pontinha do morro. Na nossa frente, mar aberto. Pensávamos que seríamos capazes de ver a cidade depois daquela curva, mas estávamos enganados. Só haviam mais pedras, espinhos, cactus e o mar. Já não podíamos mais ver a praia onde nossos amigos acampados deviam estar nos procurando. Estávamos numa enrascada.

Wave Crashing Onto Rocky Shore

De longe vimos um barco grande de pescadores. Eles também nos viram, mas não podiam chegar perto por causa das pedras. Acenamos e eles responderam abanando os braços. Acho que perceberam o problema em que estávamos metidos e pudemos ver que eles apontavam para um determinado lugar no meio daquelas pedras. Sem entender direito o recado, continuamos a andar. Acho que cada um de nós estava se segurando pra não passar mal. O sol estava queimando muito e não tínhamos comido ou bebido nada. Devia ser umas 3 da tarde àquela altura.

Depois de muito andar naquelas pedras, já estávamos começando a ficar desesperados quando encontramos um obstáculo ainda maior. Diante de nós havia uma enorme falha na pedra, que formava uma gruta escura. As ondas vinham e entravam com força por aquele enorme buraco feito na rocha. Não havia lugar para passar. Acima de nós, ainda os espinhos.

Paramos pra pensar o que devíamos fazer. Quando as ondas recuavam, deixavam de fora algumas pedras negras de limo, que logo eram cobertas com o chegar de uma nova massa de água. Resolvemos dar as mãos, formando uma corrente humana, e pisar nestas pedras escorregadias no recuo, entre uma onda e outra. E lá fomos nós.

Mas não deu tempo! Eu, Gelita e Marcha Lenta recebemos o impacto de uma onda enquanto ainda estávamos pisando nas rochas negras dentro da gruta. A onda passou por cima de nós e encheu aquele buraco até o teto com a gente dentro. Foi assustador. Com a força da água, meus pés não conseguiram se firmar sobre a rocha e por alguns instantes eu me vi flutuando naquele azul sem fim. Mas cada um dos meus pulsos estava seguro com força pelas mãos daqueles dois homens, que provaram estar ali para nos ajudar. Quando a água recuou mais uma vez, eu pensei que não fosse aguentar. Era muito forte! A pressão nos meus pulsos aumentou e assim não fui levada pela força do mar.

Ao sairmos dali, estávamos mais assustados do que tudo. Ainda andamos bastante até que chegamos a uma ponta onde havia uma relva macia e um caminhozinho feito por gente, em vez dos espinhos. O caminho sumia no meio de árvores, arbustos - sombra finalmente! - e um milharal! Corremos pra pegar algumas espigas ainda verdes, mas não conseguimos nem provar: o som do latido de vários cães fez com que saíssemos correndo pela mata!

Nos separamos. Eu e Gelita corremos para um lado, Marcha Lenta e os dois homens para o outro. Ofegantes, minha amiga e eu nos escondemos atrás de um pedregulho. Além de muito queimadas pelo sol, estávamos agora sujas de terra e cheias de arranhões. E agora? Eu pensei que minha amiga ia desmaiar. Havíamos perdido as espigas de milho na corrida e não tínhamos a menor idéia de onde estávamos e o que fazer para sair dali.

Ainda andamos sem rumo pela mata até que ouvimos vozes nos chamando. Era o Marcha Lenta e os dois homens que nos ajudaram. Eles foram ter com o dono daquela roça e explicaram o que havia acontecido conosco. O proprietário do lugar mostrou o caminho que deveríamos tomar para voltar à cidade e ainda nos deu uma bolsa cheia de espigas.

Chegamos ao acampamento ao anoitecer. Todos estavam aflitos nos procurando desde cedo. Quando nos despedimos daqueles homens, agradecendo a ajuda, um deles falou: "Quando vimos vocês seguindo aquele caminho das pedras, nós resolvemos ir atrás. A gente sabe que é perigoso, mas não queríamos incomodar. A gente só achava que vocês iam acabar precisando de ajuda!" E não é que eles acertaram? Foi uma surpresa descobrir que eles estavam lá só para nos ajudar e proteger. Não sei o que teria acontecido conosco se não fossem aqueles dois!

É interessante que a gente cria um elo especial com as pessoas com quem compartilhamos estes momentos. Nunca mais vi ou encontrei aqueles dois homens, mas jamais os esquecerei. Encontrei uma vez o Marcha Lenta num show de rock e anos depois, caminhando pelo centro do Rio de Janeiro, vi a Gelita através da vidraça de um banco onde ela era uma das gerentes. Entrei para falar com ela, que me recebeu com um abraço. Duvido que algum dos clientes pudesse sequer imaginar os assuntos que nós duas estaríamos a conversar.

Sunset over ocean

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