Copyright 2010 Leila Franca. All Rights Reserved.
Snowblind by Themes by bavotasan.com.
Blogger Templates by Blogger Template Place | supported by One-4-All
Mostrando postagens com marcador gentileza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gentileza. Mostrar todas as postagens
Eu saí depois do almoço pois precisava comprar um presente de aniversário. Deixei o carro estacionado numa rua tranquila e fui até o banco retirar algum dinheiro. Depois saí andando pelo calçadão mergulhada em pensamentos. Estava raciocinando a cerca de um problema de difícil solução e nem reparei que estava me distanciando do carro. Eu tinha planejado ir ao shopping, mas entrei num supermercado.
Acabei encontrando o presente que eu queria no setor de brinquedos e já ia pagar quando vi uma pilha enorme de edredons em oferta. Escolhi um cor de rosa florido e fui para a fila do caixa com aquele embrulho gigante. Obviamente o edredom não cabia em nenhuma bolsa de supermercado. "Vá até o SAC que vão te dar uma bolsa grande", me disseram.
Fui até o SAC, onde haviam duas atendentes olhando o computador e um cliente sentado esperando. Falei da bolsa e logo uma das garotas veio trazendo a bolsa dobradinha. Para a minha surpresa, o cliente que estava sentado se levantou e pegou a bolsa primeiro. Com um movimento rápido, desdobrou a bolsa enorme, colocou meu embrulho dentro dela e me entregou. "Obrigada!", exclamei encantada com a gentileza.
Mas eu havia esquecido de comprar papel de presente e não ia entrar novamente no supermercado para fazer isso. Em alguma lojinha por ali devia ter. Entrei numa tabacaria para comprar cigarro e aproveitei pra perguntar à balconista se vendiam papel de presente. Até mostrei o brinquedo que havia acabado de comprar. "Não, não vendemos... mas espere aí." A mulher foi no fundo da loja e voltou com uma folha grande de um lindo papel de presente.
Eu pensei que ela fosse enrolar a folha em canudo e me vender, mas ao invés disso ela pegou a caixa com o brinquedo das minhas mãos e fez um embrulho lindo e caprichado! "Quanto é?", perguntei. "Não é nada!", disse ela com um sorriso.
Fiquei até emocionada. Duas gentilezas seguidas, por parte de dois estranhos que nunca me viram na vida. Eu lembrei do livro "Ilusões" de Richard Bach, onde ele diz que raramente as pessoas de uma mesma família vivem sob o mesmo teto. Nossa verdadeira família, nossos irmãos, se encontram espalhados por este mundo. Às vezes acontece deles terem conosco laços sanguíneos, outras vezes não há isso. Nos encontramos brevemente ou em episódios esparsos. Temos muita sorte quando permanecem junto de nós.
Picapp Widget
Subscreva
Seguidores
Visitantes
Quem sou eu
- Leila Franca
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Escritora freelance, arquiteta, escultora, pintora,miniaturista, professora... a cada dia descubro mais sobre mim.
Rio de Janeiro
Meus visitantes:
This obra by Leila Franca is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
