Hoje vou escrever um pouco mais sobre modelagem com durepoxi. Escrevi um outro post sobre este trabalho, que tem sido bastante procurado via google (veja este outro post aqui: http://leilafranca.blogspot.com/2009/05/modelagem-com-durepoxi.html ), então vou escrever mais algumas dicas sobre isto.
Geralmente uso o durepoxi para fazer peças bem pequenas, miniaturas. A maior peça de durepoxi que fiz foi um "São Francisco", que devia ter uns 20 centímetros de altura. Foi uma encomenda e a pessoa que encomendou queria um São Francisco diferente: ela me pediu que o santo tivesse gatinhos ao seu redor. Uma pena que eu não fotografei o São Francisco.
No caso deste São Francisco, que era uma peça maior, para não gastar muito durepoxi, coloquei papel laminado amassado como enchimento. Aprendi esta dica quando eu estava nos Estados Unidos, aprendendo a usar o "clay" super sculpey e fimo e descobri que também serve para o durepoxi.
Então aqui vai a DICA: se tiver que fazer uma peça maior em durepoxi, pegue um pedaço de papel laminado (podemos comprar o rolo de papel laminado no supermercado) daqueles que usamos para embrulhar comida e amasse bem, tentando fazer mais ou menos a forma de sua peça. Não deixe ficar nenhuma ponta. Então, por cima do papel laminado amassado é que começamos a colocar as camadas de durepoxi e a modelar nossa peça.
O papel laminado não apodrece, estufa, embolora e sabendo amassar com cuidado, adquire a forma que quisermos dar. E é uma economia de durepoxi. Qualquer coisa que se queira modelar podemos fazer sobre o papel laminado.
Falando em economia, tenho que contar uma coisa que aconteceu comigo esta semana. Vi o preço do durepoxi num mercadinho aqui perto de casa e a caixinha com 100 gramas estava custando R$3,70. Mas como geralmente estes mercadinhos vendem tudo mais caro, fui até uma loja de "1,99" bem movimentada, pensando que lá poderia encontrar o durepoxi mais barato. Mas eu estava enganada! A mesma caixinha de 100 gramas de durepoxi na loja de "1,99" estava custando R$6,40!!! Falei pra vendedora que o preço estava errado! Ela disse que não, que cada estabelecimento conseguia comprar do fornecedor por um preço diferente. Mas eu não sei não...
Fui em mais dois outros lugares: um supermercado grande e uma loja de material de construção pequena e em ambos os lugares, a caixinha com 100 gramas de durepoxi custava R$3,70. Depois dessa experiência, a dica que tenho a dizer é: quando for comprar durepoxi veja o preço em pelo menos 3 estabelecimentos comerciais diferentes.
Para quem quer fazer peças de durepoxi para vender, o preço do material é super importante e quanto mais barato conseguirmos comprar, melhor.
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Estou escrevendo este blog há 3 meses. Escrevo sobre vários temas. Tenho escrito sobre os assuntos em que tenho alguma experiência para passar adiante e também, algumas vezes, sobre o que está acontecendo no momento, porque certos acontecimentos não podem passar em branco.
Eu deveria ter um blog para cada assunto, mas me faltaria tempo para mantê-los todos atualizados. No entanto, é curioso observar o que os leitores procuram quando visitam este blog. Por incrível que pareça, o artigo mais acessado é o que fala sobre modelagem em durepoxi. Em seguida, quase igual, estão os artigos sobre gatos, que são vários.
Possivelmente no futuro estarei escrevendo um blog inteiro somente sobre modelagem com durepoxi e outro blog só sobre o cuidado com os gatos. Pra começar. O que acham?
Mas existem outros assuntos que me intrigam e os que me desafiam. Gosto de falar sobre finanças pessoais, por exemplo, porque vivo calculando, fazendo "mágica" ou "milagre" em economia doméstica. Acho que todos nós, não é mesmo? Mas fico triste em saber que muita gente se enrola com isso. Ensinam tanta coisa na escola, mas nada sobre lidar com dinheiro, digo o dia a dia. A matemática trata um pouco disso, mas ainda muito distante da realidade e do problema de se receber um salário e fazer com que ele dure 30 dias.
Organização do lar também é um assunto desafiador, embora seja visto com um certo desdém, como se não fosse importante. Todo mundo mora em algum lugar. Mas manter este lugar organizado não é tarefa fácil. Aliás é uma tarefa sem fim, que nos ocupa diariamente. Sempre tem louça e roupa pra lavar. Sempre tem roupas e objetos fora do lugar. Sempre tem tralha acumulada. Mesmo quem tem empregados, não é tudo que eles fazem. E eles só fazem o que for estabelecido pelo dono da casa. Organizar a casa exige estratégia, disciplina, dinheiro e nos afeta diretamente.
Tenho muito o que dizer também sobre "pessoas difíceis". Não sou psicóloga, mas já constatei que todos nós temos que lidar com umas criaturas esquisitas de vez em quando. E o que fazem os "não-psicólogos" para conviver com essas figuras? A gente acumula experiência, descobre o que funciona e passa adiante.
Então tenho aí mais três blogs para abrir: um sobre finanças pessoais, outro sobre organização do lar e mais um sobre convivência. Haja tempo para escrever!
Também acho que as pessoas que visitam este blog comentam pouco. Talvez porque o blog seja novo e ninguém quer ser o "primeiro" a comentar. A maioria das pessoas que comentam são as que me conhecem de outro lugar, do orkut e de outros carnavais. Espero que os leitores percam o medo de escrever e que exponham suas idéias livremente.
Bem, acho que esse post foi uma espécie de balanço trimestral. Não quero aborrecer nem entediar os leitores fazendo isso. Escrever sobre o próprio blog foi por uma questão de curiosidade. Gosto que este blog pareça uma conversa, eu me sinto como se estivesse sentada na varanda aqui de casa conversando com cada um de vocês. Então, até o próximo papo.
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Comecei a fazer miniaturas com argila há muitos anos atrás. Foi quase sem querer, foi por acaso.
Eu era adolescente e saí com um grupo de amigos da mesma idade para brincar de teatro. Tínhamos interpretado uma peça na escola e queríamos treinar expressões corporais ao ar livre.
O dia estava nublado, tinha chovido e as praias estavam vazias. Por isso, procuramos uma praia perto de onde morávamos, um lugar que hoje em dia jamais iríamos, por ser deserto e perigoso. Naquela época não havia perigo.
O terreno junto da praia havia recebido aterro. Quando a areia branquinha acabava, vinha um verdadeiro "degrau" de mais de 1 metro de altura, onde podíamos ver as camadas dos tipos diferentes de terra colocada ali por máquinas.
Num momento de descanso, sentei ali, junto ao "degrau" e comecei a observar as cores das camadas de solo. Uma delas parecia uma massa mole e clara, quase branca. Peguei um bocado com as mãos e vi que era bastante maleável. Imediatamente modelei um rosto, que até hoje guardo comigo.
Gostei tanto da massa, que levei um bocado para casa e depois ainda voltei lá naquela praia para pegar mais. Fiz mais algumas peças, mas acabei deixando de fazer. Tinha o colégio, os estudos, não dava tempo.
Os anos passaram. Eu entrei pra faculdade de Comunicação Social, para estudar jornalismo e comecei a trabalhar. Depois casei, tive um filho e logo já estava esperando outro. Parei de trabalhar fora neste período. Mas meu marido ficou sem emprego e eu, grávida, não tinha a menor chance de arranjar um emprego. Estávamos em apuros.
De repente, do nada, tive a idéia de pegar aquela massa velha e ressecada que eu ainda tinha
guardada e, em vez de fazer um rosto, que não é nada comercializável, fiz uns cachorrinhos estilizados, e meu marido saiu para tentar
vendê-los e assim ganharmos algum dinheiro.
Ele vendeu todas as miniaturas. Fiz mais, criei mais, coloquei novas cores e inventei novos personagens e ele vendia tudo. Estávamos em 1978 e aquilo era novidade. Passei 3 anos criando miniaturas e tudo o que eu fazia era vendido. Começamos a vender na feira de Petrópolis, na UFRJ, Festival de Inverno de Ouro Preto, depois fomos para a feira da Praça XV, Saquarema, Cabo Frio, Copacabana, Ipanema, etc. Foram vários lugares, sempre vendendo bem.
Mas a vida mudou outra vez. Eu e meu marido nos separamos e eu resolvi fazer outra faculdade. Parei de fazer as miniaturas. Estávamos em 1981 e dessa vez eu iria parar por muitos anos. Em 1986 quando estava me formando na faculdade de Arquitetura, um editor quis que eu escrevesse um livro sobre como fazer as miniaturas, mas eu não tive tempo de elaborar este livro, estando no último período da faculdade. Na verdade parei de fazer as miniaturas durante 20 anos.
No ano de 2001, eu estava em Boston, nos Estados Unidos tentando explicar para alguns americanos como eram as miniaturas que eu fazia, então me deram a idéia de fazer algumas para que eles vissem. Aí foi difícil porque não encontrava argila para vender...

Encontrei uma argila sintética na loja Pearl de material de desenho, fiz algumas miniaturas e levei para os americanos verem. Compraram tudo! Começaram a aparecer encomendas, me pediam para fazer as mais diferentes figuras.
Fui convidada a participar de uma exposição com outros artistas no Museu de Sommerville. Eu pensei que ninguém ia visitar a exposição, pois a temperatura estava abaixo de zero, a neve cobria a cidade e o vento gélido era de cortar o rosto, mas o museu ficou cheio!
Mas houve os ataques terroristas em 11 de setembro de 2001 e tudo mudou. As coisas perderam a graça, um medo horrível se apoderou de todos. Voltei para o Brasil em 2003 e guardei para sempre meu green card.
De volta ao Brasil, ainda impregnada pelo espírito americano de fazer qualquer coisa no que se refere a trabalho sem a menor inibição, usei um imóvel da minha família para exibir minhas miniaturas.
Coloquei as peças numa bancada e abri um grande portão de ferro para que todos que passassem na rua pudessem ver meus trabalhos. Para minha surpresa, o primeiro que parou ali foi o carro da polícia!
O imóvel estava fechado há muito tempo e ao ver o portão aberto pela primeira vez, os policiais da ronda possivelmente ficaram curiosos para saber o que havia naquele espaço. Eles viram meu trabalho e foram embora me pedindo para fazer uns policiais em miniatura sob encomenda! Eles acabaram se tornando meus amigos e eu fiz um grande número de policiais de argila para boa parte do batalhão.

Então eu fiquei ocupada e parei de novo com as miniaturas, só retornando uns 2 anos depois, quando me chamaram para participar de uma feira aqui mesmo no meu bairro, no Rio de Janeiro.
Eu me perguntava se aquelas minhas criações que datavam de 1978 ainda iriam vender em 2008, mas venderam bastante!
Meu pai costumava falar que eu transformo terra em dinheiro. Isso é um pouco verdade. A argila é terra, lama e eu preciso de apenas um pouquinho para transformá-la numa criaturinha simpática que é logo vendida. Os palitos de fósforo que aparecem nas fotos servem para mostrar o tamanho de cada figurinha.

Agora parei outra vez, mas todo material, assim como amostras e algumas miniaturas continuam guardados cuidadosamente, até que um novo momento me faça pegar um pouquinho de massa e fazer um novo personagem.
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Uma das coisas que gosto de fazer é criar e modelar miniaturas. Já usei vários tipos de materiais, inclusive o durepoxi. Gosto de usar este material quando vou fazer uma peça única e que exige mais rigidez em suas partes.
Para fazer uma miniatura em durepoxi, precisamos fazer um esqueleto de arame, que vai ajudar na sustentação da peça. Usando um pedaço de arame e um alicate, começamos a dar a primeira forma da peça. Se é uma figura humana, posicionamos a cabeça, tronco e membros, com um arame mais grosso, colocando o esqueleto na posição que queremos, sem esquecer de deixar pontas para prender a peça numa base. Sobre esta estrutura, enrolamos um arame mais fino, para que o durepoxi não escorregue. Também é útil deixar uma ponta de arame apenas para segurar a peça sem tocar na massa ainda mole. Depois que tudo estiver pronto, essa ponta de arame poderá ser cortada.
As ferramentas também são importantes. Ferramentas de tirar e colocar massa, estiletes, marcadores, etc. Podemos começar comprando algumas mais básicas e depois fabricar nossas próprias ferramentas. A verdade é que na hora que estamos criando uma peça tudo pode se transformar em ferramenta!
Com o esqueleto pronto, começamos a aplicar o durepoxi em camadas. A cada camada, esperamos secar para adicionar a próxima. O maior segredo para trabalhar com durepoxi é misturar creme para as mãos na massa de durepoxi. Compre um pote de creme para mãos na farmácia ou supermercado e misture um pouquinho de creme na massa enquanto estiver modelando. Além de retardar a secagem, a massa fica mais maleável e fácil de trabalhar. Com a ajuda do creme, fazemos os detalhes finais. Se durante a execução do trabalho não gostarmos de algum detalhe, podemos lixar a peça depois de seca e refazer a parte que não gostamos. É importante olhar a peça em todos os ângulos a procura de defeitos.
Costumo usar tinta esmalte sintético para pintar as miniaturas, mas já usei tinta para cerâmica e tinta comum para artesanato, todas a base de água rás. Demora bastante para secar, mas temos que ter paciência e esperar até poder pintar todos os detalhes. Acho que as peças, antes da pintura, têm um certo charme, que é perdido quando começamos a pintar. Por isso, não pinto algumas miniaturas, que foi o caso da miniatura dos lutadores de Krav Magá, que decidi não pintar.
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Modeling with durepoxi
One of the things I like to do is to create miniatures and modeling. I already used various kinds of materials, including durepoxi. I like to use this material when I make a single piece, and that requires more rigidity in their parties.
To make a miniature in durepoxi, we need to make a skeleton of wire, which will help sustain the piece. Using a piece of wire and pliers, we make the first form of the piece. If we want to make a human figure, we start positioning the head, body, arms and legs, placing the skeleton in the position we want, without forgetting to leave a piece of wire to the basis. In this structure, a coiled wire thinner, for the durepoxi not slip. It is also useful to leave a piece of wire just to hold while working without touching the stuff still soft. Once everything is ready, the piece of wire can be cut.
The tools are also important. Tools to build and put mass, knives etc. We can start buying basic tools and then making our own tools as we need. The truth is that in time we are creating a piece everything can become a tool!
With the skeleton ready, start applying the durepoxi in layers. At each layer, wait to drying to add the next. The biggest secret to work with durepoxi is to mix hand cream in the mass of durepoxi. Buy a pot of cream for hands in the pharmacy or supermarket, and mix a little cream in the mass while modeling. In addition to delaying the drying, the mass is more malleable and easy to work. With the help of the cream, do the final details. If during the execution of work we don’t like some detail, we can sand the piece and then redo the part that we didn’t like before. It is important to look all angles of the piece to search for defects.
I tend to use synthetic enamel paint to paint the miniatures, but I already used ceramics and common craft paint to paint.. It takes long to dry, but we must have patience and wait until to get all details done. I think that the piece has a certain charm with no ink that is lost when we start painting. So I don’t paint some miniatures, which was the case of the “Krav Magá Fighters” miniature, which I decided to not paint.
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