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Mostrando postagens com marcador filhos. Mostrar todas as postagens
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Com o meu filho mais velho, o Joe, eu me lembro quando ele tinha 15 anos. Uma sexta-feira, eu cheguei em casa do trabalho e encontrei um bilhete em cima da mesa da cozinha. "Mãe, fui viajar, volto segunda-feira".
Entrei em pânico! Viajar pra onde? Com quem? Com que dinheiro??? Ele nunca tinha feito isso! Imaginei que ele tivesse ido para algum lugar com a namorada e não deu outra. Segunda-feira ele chegou feliz da vida, tinha ido para um sítio com a namorada e a família dela. Mas levou uma bronca!
Até hoje o Joe me deixa um pouco nervosa com as viagens. Acho que ele anda mais de avião do que de ônibus. A lindinha que aparece na foto é a filhinha dele, minha neta.
O meu filho do meio, o Gabriel, vivia estudando. Antes de tomar o café da manhã, lá estava ele com os cadernos abertos, sem ninguém mandar. Por isso é que com ele os momentos mais marcantes foi quando ele passou nos primeiros lugares para a Escola Técnica Federal de Química e quando terminou o curso entrou para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se formando em farmácia.

Hoje em dia Gabriel só quer saber de uma coisa: se divertir! E faz ele muito bem!
Com o meu filho mais novo, o André, eu me lembro uma vez que eu fiquei super preocupada quando ele disse que no show que iria fazer com sua banda haveria um espetáculo pirotécnico! Mas ainda bem que essa fase passou e agora ele está concentrado na faculdade. O André é o único dos meus 3 filhos que ainda mora comigo e me salva quando tenho problemas no computador.
Mas vida de mãe é assim... cheia de sustos e surpresas, preocupações e alegrias. Tenho certeza que cada mãe tem uma historinha assim pra contar.
Ontem fui falar de piscina e acabei lembrando de como a piscina daqui de casa foi construída... Tínhamos apenas o espaço para construir e a vontade. Assim, enquanto nosso vizinho mandou vir uma máquina escavadeira, que fez um buraco, onde uma piscina de fibra foi encaixada e em dois dias eles já tinham piscina, nós levamos 1 ano cavando a nossa. Cada dia um pouquinho.
Meu pai mesmo cavou o buraco de 7 por 11 metros. Ele acordava às 5h30 da manhã e a cada dia cavava um pouco antes de ir para o trabalho. Quanto à profundidade, era exigência da minha mãe que seu nariz ficasse de fora, se ela ficasse de pé no lugar mais fundo. Por isso a piscina ficou com 1,50m de profundidade. Mas piscina residencial não precisa ser funda.
Mas nós tínhamos um problema. Bem junto do lugar onde a piscina iria ficar tinha um morro, que ultrapassava a altura da casa. Era óbvio que quando chovesse toda terra e barro poderia descer e cair na água. Mas no alto do morro havia uma mangueira, que minha mãe queria. Então um dia eu e minha irmã, vestidas apenas com biquinis, derrubamos o morro, deixando só a mangueira lá em cima! Meu pai cavou um buraco embaixo e a mangueira foi puxada com cordas, caindo dentro do buraco, onde continuou a viver.
Abaixo, minha irmã Sheila, morena, que derrubou o morro comigo, minha mãe no meio e meu filho Gabriel, louríssimo, na piscina recém-construída. Aqui em casa metade da família é loura e metade é morena...

Nesta foto minha mãe com a minha irmã mais nova Lúcia, eu e meus dois filhos. Eu tinha que ficar o dia inteiro na piscina tomando conta deles. Nessa época eu já trabalhava por conta própria e podia ficar com eles o tempo todo.

Aqui meus 3 filhos já crescidos. A mangueira acabou pegando uma doença e teve de ser cortada. No lugar dela plantou-se um cajueiro, cujos cajus caem na piscina durante o verão. Nessa época eu ainda levava uns sustos com os garotos, pois eles gostavam de pular do telhado na piscina. Eu ficava no meu quarto trabalhando e de repente via garoto voando do telhado e caindo na água. Tive que botar um cadeado enorme na porta, para que eles não fizessem mais isso.

Bons tempos. Agora o meu filho mais novo está com 23 anos, terminando a faculdade. Os outros dois já se mudaram. Meu pai morreu, mas a piscina que ele cavou continua refrescando a gente no verão.
Os garotos (dois meninos) ficavam o tempo todo comigo. Passeávamos na praia de manhã cedo, dançava com eles no colo e deixava que espalhassem os brinquedos pela casa toda. Às vezes eles até gostavam de brincar com as tampas de panela fazendo um tremendo barulho na cozinha.
As aventuras sempre aconteciam de manhã bem cedo, enquanto os adultos ainda estavam lerdos de sono. Certa vez subiram na pia da cozinha, um deles tampou o ralo com o calcanharzinho, abriram a bica e deixaram a pia encher até transbordar! De outra vez, abriram a tampa do forno, subiram em cima dela, fazendo o fogão virar. A sorte é que não tinha panelas em cima nem fogo ligado e nenhum deles se machucou. Não pensei que eles fossem capazes de tremenda proeza pois ainda usavam fraldas, mas depois desse susto fiquei mil vezes mais atenta!
Meu filho mais velho, super curioso, era o mais levado. Vivia "trabalhando" em alguma novidade. Ainda bem pequeno, se chegasse uma visita, lá ia ele remexer em suas coisas e aparecia com um vidrinho onde havia misturado vários ingredientes. Mostrando o frasco, perguntava à visita: "Quer saber o que é isto?" Ele ficava sério por uns instantes olhava para os lados e depois dizia como se fosse um segredo: "Veneno...". A visita arregalava os olhos e ele prosseguia com uma explicação complicada.
Acho que a maior traquinagem que fizeram foi subir numa estante na garagem onde haviam vários galões de tinta que iriam servir para pintar a casa. A estante virou, os galões caíram e se abriram, sendo que um dos galões caiu sobre o motor do carro do meu pai, cujo capô estava aberto. Ainda bem que meu pai tinha um temperamento bom. Ao ver o estrago no carro e os 3 dedos de tinta que cobria o piso da garagem, ele sentou num degrauzinho e riu de chorar.
Anos depois tive meu terceiro filho, também um menino. A confusão estava formada! Sentada no meu quarto trabalhando, eu os via passar pelo corredor comprido da casa: um de velocípede, um de patins e o outro de skate, fazendo um tremendo barulhão no piso de madeira. Eu acostumei a trabalhar com ruído à minha volta.
Nossa casa parecia um clube. Tinha mesa de ping-pong, totó, piscina, balanço e um quintal grande. Eu deixava os garotos trazerem os coleguinhas e a casa ficava cheia. Uma vez contei 25 meninos brincando no quintal. Diariamente, a farra era das grandes.
Não era fácil sair com os meninos no tempo em que eles eram pequenos e eu não tinha carro. Pegar dois no colo pra subir no ônibus sem cair exigia de mim um esforço supremo. Mesmo assim muitas vezes eles me acompanharam nas empresas que prestei serviço e na faculdade que comecei quando o mais velho tinha apenas 3 anos.
Eu estava tão acostumada a estar o tempo todo com os meus filhos, que numa das raras vezes que saí sem tê-los comigo eu mesma me surpreendi com o que fiz. Na volta para casa entrei numa sapataria que estava vazia. Somente os vendedores, de camisa branca e calça escura, estavam de pé em pontos estratégicos da loja a espera de clientes. Eu olhei os sapatos e quando ia sair da loja, olhei em volta e falei bem alto:
" Venham crianças!!!"
Eu esqueci que os meninos não estavam comigo naquele dia! Com a loja vazia, os vendedores que lá estavam em pé se entreolharam e com certeza pensaram que eu era maluca!
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