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Mostrando postagens com marcador restaurante. Mostrar todas as postagens
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Começa com uma conversa, onde uma ou ambas as partes se empolga e a coisa vai esquentando até que se torna um discurso, uma discussão acalorada e qualquer que seja o objeto que por acaso estava em sua mão se torna uma parte ativa e cômica da cena...
Uma vez a campainha lá de casa tocou bem na hora que eu e o marido estávamos na cozinha preparando o almoço. Ele foi atender a porta, mas distraidamente levou consigo um ovo cozido que iria descascar para colocar na salada. Na porta, dois religiosos começaram uma ladainha tentando convencê-lo a se converter naquela religião.
O marido começou a discussão acerca de igrejas e crenças enquanto eu me divertia de longe vendo que ele quase encostava aquele ovo cozido no nariz dos religiosos, que tentavam se esquivar. Ele nem reparou que o tempo todo gesticulou com aquele ovo na mão!
De outra vez eu estava trabalhando numa cantina que servia um sanduíche cortado ao meio. Para segurar as duas bandas do pão, se espetava um palitinho com um enfeite na ponta. Logicamente, antes de comer, a pessoa teria que retirar o palito! Entretanto, um cliente esqueceu de fazer este gesto tão simples e o que aconteceu foi um episódio tragicômico.
O rapaz se levantou de uma das mesas e, fazendo uma careta, disse que queria falar com o gerente. Mas era com a gerente mesmo que ele estava falando. Então, muito alterado, ele começou dizendo que havia mordido o palito do sanduíche e tinha quebrado o dente! Para completar a reclamação, mostrou a todos um enorme dente molar! Algumas pessoas se levantaram pra ver...
A gerente deu um passo pra trás assim que viu o dente na mão do homem. "Não é possível que este palito tenha quebrado o seu dente!", duvidou ela. O rapaz ficou indignado e se virou para falar com os outros clientes (a partir deste momento ele já havia esquecido que estava com o dente na mão). "Muito cuidado com estes palitos!" - ele avisou esticando o braço. Todos evitaram a aproximação do dente e uma clareira se abriu no meio do salão. Depois, virou-se para a gerente e continuou: "Quem é que vai pagar a conta do dentista?"
A discussão se prolongou por mais uns 10 minutos, pois a falta do dente havia despertado o orador que vivia no rapaz. Durante todo o tempo ele gesticulou sem largar o dente em nenhum momento. E no final todos já estavam prendendo o riso pelos cantos.
Desde que eu era criança, sei que sou distraída. Eu devia ter 5 anos de idade quando, num passeio com a família, fui correndo na frente e acabei dando a mão para um homem que não era meu pai. Nessa ocasião, meu pai bem que me viu dando a mão pro homem, mas ficou só espiando pra ver o que eu ia fazer. Quando olhei pra cima e vi que não era ele abri o berreiro!
Depois, um pouco mais velha, logo no primeiro dia de aula da escola nova, entrei na sala errada, de uma série mais adiantada que a minha. Quando comecei a copiar os exercícios e vi que não sabia nada daquela matéria, outra choradeira. Custou até que as freiras descobrissem que eu não pertencia àquela turma.
Nos Estados Unidos, trabalhei num restaurante e um dia apareceu um policial pedindo um sanduíche de peito de frango. O policial tinha tantas condecorações e estava tão bem vestido, que eu quis caprichar no sanduiche para tamanha autoridade. Escolhi as melhores folhas de alface, os tomates mais bonitinhos, embrulhei o sanduíche no papel vegetal, como é de costume naquele lugar, mas foi só quando o policial foi embora com o sanduíche na mão que eu me dei conta de que esqueci de colocar o peito de frango entre as duas metades do pão!
Agora, como cliente foi até pior. Fui almoçar num restaurante chinês com a família do marido e não sei onde estava meu pensamento, nas nuvens talvez, pois esqueci de desvirar o meu prato, e acabei colocando o punhado de vegetais e camarão sobre o fundo do prato virado ao contrário! Até hoje não sei como consegui fazer isso! Não havia como esconder tamanha distração. As pessoas me olharam como se eu fosse maluca!
A verdade é que ninguém pode me censurar. Queria saber quem ainda não acabou de almoçar e teve ímpeto de guardar o prato sujo na geladeira? Ou se aprontou todo para sair e só então observou que estava ainda calçando chinelos? E quando a gente dirige no "automático"? Estamos tão acostumados a ir para um determinado lugar, que no dia que precisamos ir a um lugar diferente, erramos o caminho e tomamos o rumo do lugar que estamos habituados a ir sempre?
Quem fuma, com certeza já fumou lápis, caneta e já acendeu o cigarro ao contrário. E no computador? Enviar e-mail sem terminar de escrever, deletar um aquivo importante, escrever o melhor texto da vida e não salvar. É distração.
Há poucos dias atrás estava no supermercado. O estabelecimento estava lotado! Ia só comprar algumas coisas - 15 itens, vamos dizer assim. Já estava quase terminando as compras, quando lembrei de comprar legumes. Deixei o carrinho num canto e fui pegar o que precisava. Voltei com o molho de couve e as cenouras na mão, coloquei no carrinho e fui ver os queijos.
Foi só quando coloquei o queijo no carrinho que reparei um detalhe: aquele não era o meu carrinho! A couve e as cenouras estavam lá, mas desde o momento que escolhi os legumes eu já estava circulando pelo mercado com o carrinho errado!
Voltei correndo ao setor de legumes e encontrei o meu carrinho paradinho num canto! E a pessoa cujo carrinho eu peguei? Tentei avisar pelo microfone, mas estava quase na hora do mercado fechar e não quiseram fazer o aviso. Pobre cliente, ficou sem suas compras! Preciso ficar mais atenta, pois esta foi imperdoável!
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