Copyright 2010 Leila Franca. All Rights Reserved.
Snowblind by Themes by bavotasan.com.
Blogger Templates by Blogger Template Place | supported by One-4-All
Mostrando postagens com marcador valores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador valores. Mostrar todas as postagens
Antes de morrer meu pai me falou que a melhor coisa que aconteceu em sua vida foi conhecer minha mãe. Eu entendo isso porque foi a parceria dos dois como casal que os permitiu realizar todos os seus sonhos.
De vez em quando me pego pensando nisso. O que terá sido a melhor coisa que aconteceu na minha vida? Acho que foi o Escotismo. O movimento bandeirante foi fundamental para que eu me definisse como pessoa.
A promessa que fazemos ao entrar para o grupo escoteiro ou bandeirante, inclui a expressão "Sempre alerta", que é muito importante no decorrer da vida. Se estivermos alertas não perderemos oportunidades, não nos deixamos enganar, percebemos quando alguém não está bem, sentimos a aproximação do perigo, observamos as mudanças etc.
Os valores presentes nesse movimento formam as leis bandeirantes. No dia da promessa, cada bandeirante escolhe uma das leis para se dedicar mais durante a vida. Eu escolhi uma lei que dizia "A bandeirante é econômica". A partir daí, a economia haveria de ser meu ponto forte. Não preciso dizer o quanto foi importante ter escolhido essa lei.
Os acampamentos, os amigos, o companheirismo também me ensinaram muito. Os amigos que fiz neste período continuaram sendo amigos por muitos anos e ainda estão em contato até hoje. Nos acampamentos a gente aprende a admirar a vida simples.
Deixamos de lado o que costumamos chamar de "frescura". Dormimos no chão, montamos mesas e outras pequenas peças com bambú e galhos secos, armamos fogueiras e aprendemos cuidar da natureza. No final, descobrimos que é preciso bem pouco para se sentir bem e ser feliz.
O respeito pelas chefes, a hierarquia no grupo, as brincadeiras e competições. Todas essas coisas vão nos acrescentando valores muito positivos. Eu era monitora da minha patrulha: a patrulha Romã. Hasteávamos a bandeira, cantávamos juntas, ganhávamos medalhas e uma estrelinha por ano no grupo. Meu uniforme era desbotado como jeans de tanto lavar, tinha um bom número de medalhinhas penduradas no peito e um cinto que tinha corda, canivete e outras utilidades.
Também participávamos de atividades voluntárias com prazer. Íamos em áreas carentes ajudar, vendíamos biscoitos para que o dinheiro fosse empregado em orfanatos e hospitais. Fiquei emocionada quando uma vez vi bandeirantes americanas vendendo biscoitos no metrô de Boston. Bandeirante em qualquer lugar do mundo é igual e faz a mesma coisa.
Tínhamos também encontros com grupos de outros estados e até de outros países. Nesses encontros trocávamos presentes. Pequenas coisas, muito parecido com os jogadores de futebol quando trocam as camisas no final da partida. Trocávamos lenços e outras peças do uniforme.
Hoje em dia é difícil ver bandeirantes e escoteiros pelas ruas. Eles ainda existem, mas não se vê mais como antigamente. É uma pena, pois é um movimento que pode ajudar muito a formação de uma pessoa. O que aprendi como bandeirante foi muito importante em minha vida. Meu gosto pelas viagens e aventuras, minha simplicidade, minha maneira de lidar com o dinheiro, meu cuidado com a natureza e os animais, minha maneira de olhar o próximo como igual, vem tudo daí.
Picapp Widget
Subscreva
Seguidores
Visitantes
Quem sou eu
- Leila Franca
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Escritora freelance, arquiteta, escultora, pintora,miniaturista, professora... a cada dia descubro mais sobre mim.
Rio de Janeiro
Meus visitantes:
This obra by Leila Franca is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
