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Estranha aparição

domingo, 30 de maio de 2010 by Leila Franca

Há muito tempo atrás tive um namorado, que antes de se tornar namorado, era meu amigo de colégio e de aventuras. Saíamos juntos, viajávamos juntos e nos víamos todos os dias. Da amizade para o namoro quase não houve diferença. Acho que nunca saímos a sós. A companhia de outros amigos era normal.


Mas houve um verão que fomos para uma cidade litorânea e nossos amigos não conseguiram ficar no mesmo lugar, que já estava cheio. Eles ficaram em outra cidadezinha, perto de onde estávamos. Quando chegou de noite, resolvemos ir caminhando pela areia da praia para encontrar o resto do grupo.

Sun setting over beach with birds

Tínhamos bem uns 6 quilômetros de praia semi-deserta pela frente. No início havia uma casa aqui, outra acolá, mas depois vinha um longo trecho que não tinha nenhuma construção, somente as dunas e o mar. A estrada se afastava e não havia iluminação. Somente a lua cheia, que já estava alta, aparecia entre as nuvens. De longe víamos as luzes da cidade que pretendíamos alcançar.

Com a vista acostumada ao escuro, víamos as nossas sombras formadas pelo luar, a areia branca e a espuma do mar, mas de repente vimos algo se mexer alguns metros à nossa frente. Algo que não conseguimos identificar. Meu namorado segurou meu braço e me fez parar: "Leila, o que é aquilo???", disse ele baixinho.

Ficamos ali paralizados por alguns instantes. Víamos apenas um vulto. Devia ter no máximo uns 60 centímetros de altura e uma cabeça grande que parecia uma bola, um ventilador! Abaixo, algo que pareciam pequenos pés. A figurinha parecia estar executando uma estranha dança. Pulava e rodava, alheia a nossa presença.

Furball creature

"Parece um saci!", disse eu. "Tá vendo o cabeção?" Nós segurávamos as nossas mãos com força. Começamos a nos afastar lentamente em direção às dunas. Mas outra coisa nos fez sair correndo: naquele momento houve um apagão, um black out e as luzes da cidade à frente desapareceram! A lua foi coberta pelas nuvens e ficamos numa escuridão total!

full moon through clouds

Não era mais possível identificar coisa alguma. Corremos aos tropeções, caindo na areia, sem enxergar absolutamente nada. Acabamos caindo dentro de um buraco enorme onde possivelmente alguém havia usado para fazer suas necessidades e ficamos com um cheiro horrível.

Já estávamos bem próximos da cidade quando a luz voltou. Entramos na água do mar para lavar nossas roupas e tentar tirar o fedor. Mas parecia impossível! Quando conseguimos encontrar nossos amigos, alguém falou: "Vocês estão fedendo!!! Saiam daqui!!!"

Era verdade. Voltamos pra casa de ônibus, jogamos fora a roupa que vestíamos, tomamos banho e fomos dormir. Mas até hoje não sabemos o que foi que vimos naquela praia.

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Uma coincidência e um amigo

sábado, 29 de maio de 2010 by Leila Franca

Se nos habituarmos a conviver somente com um grupo específico de pessoas, nossa mente parece que fica condicionada ao pensamento daquele grupo. Por exemplo: surfistas que só convivem com outros surfistas, donas de casa que só fazem tricô entre si, nerds que só se comunicam com outros nerds, e por aí em diante. É muito fácil acontecer. É o lé com lé, cré com cré.


Surfers on Beach at Sunset

Sempre gostei de quebrar essa lei e conhecer grupos variados, descobrindo como são as pessoas diferentes de mim. Acho que me comunico bem, pois sou bem aceita em qualquer lugar.

Não posso esquecer uma vez nos Estados Unidos, quando estava caminhando pela calçada com um amigo e em direção contrária vinha uns três caras que mais pareciam cantores de rap e personagens dos vídeos do Eminem. Ao passar por mim, me cumprimentaram. Meu amigo se espantou: "Você conhece esses caras???" Mas eu conhecia sim.

Com um deles, o Shawn, tinha acontecido uma coincidência incrível. Numa vez que vim ao Brasil, levei para os Estados Unidos um livro que gosto muito de ler. Na saída do trabalho, fui mostrar o livro para um amigo, pois várias vezes havia mencionado o mesmo nas nossas conversas.

"Finalmente trouxe o livro pra te mostrar!", disse eu abrindo a mochila e pegando o livro.

O Shawn, que eu ainda não conhecia, estava do lado desse meu amigo, só observando. Quando tirei o livro da mochila, o Shawn sorriu e abriu a mochila dele: estava trazendo consigo o mesmo livro!!!

Qualquer que seja o grupo, a turma, a praia, sempre encontraremos algo em comum.


Abaixo, um vídeo do Eminem, que me faz lembrar do Shawn, com aparição rápida da Brittany Murphy.


vídeo: EminemMusic
http://www.interscope.com/eminem


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A energia que vem da Terra

domingo, 23 de maio de 2010 by Leila Franca

Há muitos anos atrás eu estava triste e abatida, quando meu pai me veio com uma ajuda inusitada:


"Coloque suas mãos no meu peito. Você está com pouca energia e eu trabalho muito na terra."

Tempos depois, eu continuava pensando no que meu pai havia me dito. Ele trabalhava na obra e estava sempre sem camisa, exposto ao sol e à chuva. Ficava descalço e mexia na terra.

Será que há uma energia que vem do planeta e que alimenta nossa alma?

St. Mary Lake sunset - Glacier National Park, Montana

Eu me lembro que uma vez fui num lugar chamado "Poço das Esmeraldas" na companhia de 2 amigos. Depois de percorrer uma trilha na floresta, passávamos por uma gruta que terminava num lago formado por uma queda d'água no rio.

É um lugar mágico. Lindo. Os raios de sol conseguem penetrar pelas copas das árvores imensas em torno do rio e iluminam o fundo do lago. As pedras multicoloridas submersas adquirem uma cor intensa e nos dá a impressão de que encontramos um tesouro.

Couple swimming under waterfall

Um de meus amigos não resistiu. Tirou a roupa e mergulhou na água gelada. Eu andei descalça e senti as folhas secas e o solo úmido sob os meus pés. Saímos de lá energizados.

A mesma sensação acontece quando entramos na água do mar. A força das ondas nos empurra e nos envolve. A espuma branquinha nos alcança e nossos pés pisam na areia intocada.

Couple's feet in the sand near the water

Acredito que nestes momentos estamos em contato com a energia do planeta e ela, de alguma forma, nos alimenta a alma. Os solados de borracha dos nossos sapatos quando andamos apressados pela cidade nos desconectam por algumas horas e nos sentimos cansados ao voltar pra casa.

Muitas vezes procuramos algo que nos conforte, queremos nos sentir bem e a resposta está muito perto. Nesse caso poderia estar literalmente debaixo dos nossos pés.

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O melhor da minha vida

quinta-feira, 20 de maio de 2010 by Leila Franca

Antes de morrer meu pai me falou que a melhor coisa que aconteceu em sua vida foi conhecer minha mãe. Eu entendo isso porque foi a parceria dos dois como casal que os permitiu realizar todos os seus sonhos.


De vez em quando me pego pensando nisso. O que terá sido a melhor coisa que aconteceu na minha vida? Acho que foi o Escotismo. O movimento bandeirante foi fundamental para que eu me definisse como pessoa.

Scouts Celebrate 100th Anniversary Of First Camp

A promessa que fazemos ao entrar para o grupo escoteiro ou bandeirante, inclui a expressão "Sempre alerta", que é muito importante no decorrer da vida. Se estivermos alertas não perderemos oportunidades, não nos deixamos enganar, percebemos quando alguém não está bem, sentimos a aproximação do perigo, observamos as mudanças etc.

Os valores presentes nesse movimento formam as leis bandeirantes. No dia da promessa, cada bandeirante escolhe uma das leis para se dedicar mais durante a vida. Eu escolhi uma lei que dizia "A bandeirante é econômica". A partir daí, a economia haveria de ser meu ponto forte. Não preciso dizer o quanto foi importante ter escolhido essa lei.

Os acampamentos, os amigos, o companheirismo também me ensinaram muito. Os amigos que fiz neste período continuaram sendo amigos por muitos anos e ainda estão em contato até hoje. Nos acampamentos a gente aprende a admirar a vida simples.

Wet Shoes

Deixamos de lado o que costumamos chamar de "frescura". Dormimos no chão, montamos mesas e outras pequenas peças com bambú e galhos secos, armamos fogueiras e aprendemos cuidar da natureza. No final, descobrimos que é preciso bem pouco para se sentir bem e ser feliz.

O respeito pelas chefes, a hierarquia no grupo, as brincadeiras e competições. Todas essas coisas vão nos acrescentando valores muito positivos. Eu era monitora da minha patrulha: a patrulha Romã. Hasteávamos a bandeira, cantávamos juntas, ganhávamos medalhas e uma estrelinha por ano no grupo. Meu uniforme era desbotado como jeans de tanto lavar, tinha um bom número de medalhinhas penduradas no peito e um cinto que tinha corda, canivete e outras utilidades.

Boy Scouts Plant Flags At Cemetery For Memorial Day

Também participávamos de atividades voluntárias com prazer. Íamos em áreas carentes ajudar, vendíamos biscoitos para que o dinheiro fosse empregado em orfanatos e hospitais. Fiquei emocionada quando uma vez vi bandeirantes americanas vendendo biscoitos no metrô de Boston. Bandeirante em qualquer lugar do mundo é igual e faz a mesma coisa.

The New Lord Mayor Of London Participates In The Annual Parade

Tínhamos também encontros com grupos de outros estados e até de outros países. Nesses encontros trocávamos presentes. Pequenas coisas, muito parecido com os jogadores de futebol quando trocam as camisas no final da partida. Trocávamos lenços e outras peças do uniforme.

Hoje em dia é difícil ver bandeirantes e escoteiros pelas ruas. Eles ainda existem, mas não se vê mais como antigamente. É uma pena, pois é um movimento que pode ajudar muito a formação de uma pessoa. O que aprendi como bandeirante foi muito importante em minha vida. Meu gosto pelas viagens e aventuras, minha simplicidade, minha maneira de lidar com o dinheiro, meu cuidado com a natureza e os animais, minha maneira de olhar o próximo como igual, vem tudo daí.

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Tudo se vai...

quarta-feira, 19 de maio de 2010 by Leila Franca

Anos atrás, quando não tinha internet, eu gostava de me corresponder com pessoas de outros países através de cartas, pois sempre fui curiosa em relação à culturas diferentes. Cheguei a ter cerca de 60 correspondentes espalhados pelo mundo.


Mas quem começou com essa história na minha casa foi a minha irmã. Ela se correspondia com uma garota alemã. Na época, ainda havia o muro de Berlim e a menina morava do lado de lá do muro, ou seja, na Alemanha Oriental, a antiga DDR.

UPI POY 2009 - News and Features.

É lógico que naquele tempo, quando tudo parecia envolvido em grande mistério, tínhamos uma curiosidade incrível em saber como era a vida do outro lado da cortina de ferro e a garota gostava de contar como eram as coisas por lá.

Eu me lembro que uma vez a menina foi passar as férias de verão na antiga União Soviética, a URSS. A família foi para uma cidade litorânea e levaram até um barco, mas chegando lá, mesmo sendo verão, a temperatura estava abaixo de zero e, com tudo congelado, não puderam usar o bote.

woman writing letter

Nessas alturas, eu também já começava a ter meus correspondentes e estávamos sempre olhando a caixinha de correio pra ver se haviam cartas. Porém, um belo dia, encontramos uma espécie de aviso dos correios para comparecer a uma agência. O motivo era uma "carta dilacerada de Moscou". Tomamos um susto! Que diabos era aquilo? Minha irmã foi à agência dos correios e lá recebeu uma carta que havia sido rasgada no caminho.

Tive oportunidade de ver a tal carta. Não era uma carta comum, de papel branco e escrita à mão. Na verdade, era um papel enorme, que à primeira vista parecia um mapa! Haviam figuras de alguns satélites soviéticos e de tanques de guerra. Tudo escrito em russo. Era um negócio de respeito! Sendo isso nos tempos da guerra fria, a tal carta ganhou um clima digno dos filmes de 007.

Spy taking photos with mini-camera in conference room

Entretanto, apesar das aparências, o tal "mapa" era apenas o prospecto de um museu, possivelmente um museu da ciência, que a menina havia visitado nas férias. E eu, com a minha fértil imaginação, ficava a fantasiar algum agente soviético inspecionando a carta enquanto ela ainda transitava por aquelas terras geladas.

Mas é incrível como tudo se vai. A grande união das repúblicas soviéticas se dissolveu. O muro de Berlim caiu. A cortina de ferro se abriu. A guerra fria se dissipou no ar. E o que hoje é tão importante, também passará.


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Ganhei um presente!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 by Leila Franca


Uma coisa é certa: participando do diHITT a gente faz amigos. Uns nos salvam quando estamos com dificuldades técnicas, como foi ontem de manhã e a Borboletinha que tem dono (EBTD) rapidamente sobrevoou a rede e me ajudou num problema. Quando deixei um recado em seu blog, é porque eu sabia que podia contar com ela de pronto, pois a danadinha está numa atividade tremenda e logo logo conquistará os primeiros lugares do rank.



Mas o dia estava apenas começando... Ontem fiquei o dia todo ocupada com o trabalho e só de noite, quando entrei de novo no dihitt, é que fui encontrar o seguinte recado:




"Leila, eu qria muito te agradecer a força e te dizer que achei muito lindo o seu trabalho com aquarela. Daí fiz 1 vídeo com sua foto e suas pinturas e coloquei no youtube, espero q vc goste."

O recado era da Bárbara - Babby - uma pessoa incrível que conheci no diHITT. Vocês acreditam que ela fez um vídeo-surpresa dedicado a mim e colocou no Youtube??? Não é pra ficar emocionada?

Uma coisa é certa: estou tão ocupada com o trabalho, que quase não tenho tido tempo de ficar no diHITT, mas se tenho continuado é somente por causa de todos os amigos que fiz.

Abaixo, o vídeo que a Bárbara fez pra mim!





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A verdade sempre aparece...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 by Leila Franca


Hoje, mais uma vez, iremos voltar no tempo. Iremos voltando até chegar ao início do século passado, precisamente numa casa simples de família numerosa. Na frente do quintal as crianças estão distraídas brincando até que percebem a chegada de um homem.

Vintage image of man with car

"Tio João!!!"- Beatriz o reconheceu de imediato e correu para abraçá-lo. O homem correspondeu ao abraço e exibiu um pacote embrulhado de jornal que trazia consigo: "E hoje lhe trouxe uma surpresa! Vamos entrar que já lhe mostro!"

A família inteira se reuniu na cozinha, enquanto o tio João desembrulhava solenemente o presente. Por fim pôde-se ver do que se tratava: era uma caixinha de madeira polida, como um cubo de uns 12 centímetros de altura. Ele mesmo - excelente marceneiro, a havia feito com capricho. As crianças pareciam decepcionadas.

Vintage image of children with musical instruments

"Vamos! Abra a caixa!" - disse João sorrindo para o pai de Beatriz que, como chefe da família, tinha o privilégio de ver o presente primeiro. As crianças se esticaram para espiar.

O pai de Beatriz puxou a tampa da caixa com o dedo indicador. A tabuinha deslizou e aí veio o susto: de dentro da caixa saiu uma cobrinha articulada, que estava enroladinha e que tinha na boca um pequeno alfinete que espetou de leve, mas rapidamente aquela mão que não sabia do segredo!

Ohhhhhh! Era uma "caixinha mágica"! Todos experimentaram a novidade, menos a tia Isabel, que resmungou dizendo que aquele era um brinquedo impróprio para as crianças.

Vintage image of girl

Mas a partir daquele dia, sempre que vinham visitas, Beatriz se encarregava de escolher uma "vítima" para a brincadeira. Para os que já conheciam o segredo, era o maior prazer enganar os novatos.

Entretanto, um dia a caixinha sumiu. Procura dali, procura daqui e nada de encontrá-la. Todos pensaram que tia Isabel a havia escondido, pois ela não aprovara a brincadeira desde o princípio e vivia pedindo ao pai de Beatriz que tirasse o alfinete da cobrinha. Mas tia Isabel batia o pé e dizia que não havia sido ela. E o mistério do sumiço da caixinha mágica ficou sem solução durante anos.

O tempo passou. Aquelas crianças cresceram e ficaram adultas. Beatriz já era uma mulher feita, quando foi visitar uma de suas amigas de infância, que havia se casado e tivera um bebê.

Vintage image of mother with baby

A visita foi alegre e cordial. Mas num dado momento, o esposo da jovem mãe apareceu com a novidade: "Vou fazer uma surpresa!" E se retirou para outro aposento.

Para a surpresa de Beatriz, quando o esposo de sua amiga voltou para a sala, trazia nas mãos a sua caixinha mágica! Ela ficou calada e participou da brincadeira, abrindo a caixinha com cuidado, pois já sabia do segredo. O rapaz ficou admirado. "Já tive uma caixinha igual a esta", explicou ela.

A jovem mãe baixou os olhos e Beatriz compreendeu quem havia escondido, há anos, sua caixinha mágica. E ela nada disse até ir embora. A verdade, enfim, havia surgido.

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Beijos e Abraços

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 by Leila Franca


Já tem um tempão que estou querendo falar disso e acabo esquecendo. Falar de quê? Ah sim, dos beijos e abraços!

Todos sabem que sou uma pessoa só um pouquinho distraída, mas este não é o caso. Agora não. Às vezes esqueço, às vezes lembro de falar "Bom dia!", "Boa tarde!", "Boa noite!". Sou meia desligada dessas convenções. Talvez seja porque passo a maior parte do dia sozinha na companhia dos meus bichos, que jamais dizem estas palavras, embora se manifestem de outra maneira. Então desacostumei.

Woman holding her cat

Na minha família as pessoas também não são muito de se abraçar e se beijar. Já até tentei começar, mas não rola. Ainda por cima, vivi alguns anos numa região americana onde aprendi que nem sempre beijos e abraços são bem vindos. É muito comum ouvir a frase: "Don't touch me!" ("não me toque!"), num lugar onde várias pessoas fazem questão de dizer que não toleram aproximação.

Love potion with heart

Conclusão: me tornei distante. Uma consequência do meio? Pode ser. Pode ser também meu jeito. Entretanto... entretanto... Todos os dias recebo muitos comentários com as palavras que nunca digo. Cada um do seu jeitinho. Podem até se reconhecer.

Woman's arm holding Valentine's Day heart-shaped balloons

Queria apenas dizer que algo me tornou assim como sou. Não sei o que foi realmente. Posso fazer suposições, mas não sei mesmo. No entanto, quero dizer que as palavras de carinho que tenho lido diariamente não me passam despercebidas. Quero dizer a todos que presto atenção nessas palavrinhas carinhosas e me perdoem se eu não as digo ou se raramente o faça.

Então cá está esse post, para dizer a todos o mesmo que me dizem todos os dias:

Abraços Forte
BJ
Um abraço!
Bjs no coração
Beijos!
Abraços!
abraços.
um abraço
Beijocas!
Bjs
Kisses!
Beijo no coração
Carinhoso e fraterno abraço
Beijos amistosos
beijão


Obrigada a todos pelo carinho que recebo diariamente!

Lipstick print with heart



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Com uma pequena ajuda dos amigos

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 by Leila Franca


Ontem o carinho de todos comigo me fez pensar nos amigos - os antigos também. Os amigos do tempo que havia um clube perto da minha casa que apesar do pomposo nome "Iate Club", era chamado de "Barracão". O clube havia recebido este apelido porque possuía um salão de madeira construído sobre o mar onde haviam bailes, sempre às quartas-feiras. O problema é que minha mãe não me deixava ir! A fama do clube não era lá das melhores, mas as festas eram conhecidas pela animação. Por isso, eu tinha que ir nem que fosse escondido.

full moon through clouds

Houve uma noite que fingi que ia dormir. Me vesti pra sair e deitei debaixo das cobertas. Assim que a casa ficou em silêncio, me levantei, peguei colchas e cobertores e coloquei na cama, amassando daqui e dali até parecer com a forma do meu corpo. Ainda fiz uma "cabeça" e coloquei sobre o travesseiro e caprichei colocando uma peruca de carnaval sobre aquela bola de pano. Depois cobri tudo com o cobertor. Ficou ótimo! Pulei a janela e em dois minutos eu estava na rua, rindo comigo mesma.

Fui até a casa da minha amiga Lúcia. Nós já tínhamos combinado tudo. Assim que cheguei no portão pude ver que ela estava pulando a janela de seu quarto, que dava pra frente da casa. Mas com a Lúcia a coisa ia ser mais complicada, pois o quarto dela ficava no segundo andar. Ela caminhou com cuidado pelo telhado sobre a varanda e olhou pra baixo. Era alto pra pular. Foi para o lado da casa, onde havia um barranco e as árvores cresciam bem junto do telhado. Ela se agarrou nos galhos de uma árvorezinha que crescia na beirada e pulou. A árvore não aguentou seu peso e quebrou. Só vi a Lúcia caindo com os galhos e um monte de barro despencando, mas ela só sujou um pouco a calça.

Descemos a rua, pegamos um ônibus e meia hora depois já estávamos no Barracão! O baile como sempre animadíssimo. Dançamos a noite toda. Às vezes eu ficava até com medo daquela estrutura toda desabar e cairmos todos no mar, pois o barracão balançava inteiro com tanta gente dançando e marcando compasso.

Group of friends celebrating at party in night club

O baile ia de 11 da noite às 4 da madrugada. Por isso, na volta tivemos de ir a pé para casa, pois não havia ônibus àquela hora. Eram uns 3 quilômetros de caminhada. Começamos a andar e logo nos juntamos a duas outras garotas, que conhecíamos e assim fomos em passos rápidos pelas ruas desertas e escuras.

Estávamos bem no meio do caminho quando um automóvel se aproximou de nós e começou a andar devagar nos acompanhando. Não vi quantos rapazes estavam lá dentro, mas começaram a falar com a gente. Muito sérias de medo, continuamos a andar olhando pra frente. O carro avançou um pouco mais e parou uns 50 metros adiante. Atravessamos a rua e ficamos sem saber se devíamos voltar nos afastando de casa ou seguir para frente nos aproximando do ponto onde o carro havia parado. Naquela hora desejei estar dormindo na minha cama no lugar daqueles cobertores!

Car tires smoking

O carro começou a voltar de marcha ré. Intuitivamente, partimos em direção contrária, como se fôssemos voltar para o clube, mas poucos passos depois, ouvimos uma voz que vinha do pilotis de um prédio. "Entrem aqui! Venham pra cá!" Não sei porque, mas confiamos instantaneamente naquela voz e entramos rápido no prédio onde não conhecíamos ninguém. Perto da portaria, havia um rapazinho magrinho, que nos falou: "Fiquem aqui um pouco até que aquele carro vá embora. Eles vão pensar que vocês moram aqui." Esperamos.

Woman against a tree

Uns quinze minutos depois nos atrevemos a olhar. Não havia ninguém na rua. "Vou levar vocês em casa", disse o garoto, que devia ter a nossa idade. E assim caminhamos de volta para nossas casas e ele nos acompanhou a pé. Já na porta da minha casa, disse ao garoto para encontrar com a gente no dia seguinte na praia. Contei a ele o lugar onde costumávamos ficar.

E assim nos encontramos na praia, não somente naquele dia, como também nos cinco anos seguintes, quando ele foi morar em outro país.

Não sei como, reconhecemos a voz de um amigo. Até hoje, pra mim é um mistério o porque confiamos nele naquela noite. Sabemos intuitivamente quando é um amigo que nos chama, qual é o seu tom e acreditamos em suas palavras.

A este amigo, que se chama Gil, que até hoje mantenho contato, e a todos os outros que conheci, dedico a música "A little help from my friends", cantada por Joe Cocker, no festival de Woodstock.


vídeo: ianhawdon

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Estou de Olho - Nº 2

domingo, 3 de janeiro de 2010 by Leila Franca


Nota do editor: ontem a primeira edição do "Estou de Olho" saiu muito tarde da noite. Hoje, estamos aqui mais cedo com mais um número para vocês!

Young woman, close-up, portrait

Entrevista com o Robô

Hoje temos a entrevista com um robô muito nosso conhecido através de suas ações. Ele é muito ocupado então falará apenas algumas palavrinhas.

Female robot flying

Repórter: "Só uma pergunta hoje, sr. robô! É rápido! Por que é que ontem eu estava no 25 lugar do ranking e hoje estou no 27???"

Robô: "É simples! Você não indicou a notícia de ninguém ontem! bip... bip..."

Repórter: "É verdade, ontem não tive tempo! vou passar então a próxima pergunta... Ei Robô! Volte aqui!!!!!!!!!!"

Novidades:

1. O usuário Fernando Mourão, novo no diHITT, idealizador do projeto Livro sem Fronteiras, quer construir a Cidade da Leitura em Valença. Está a procura de parceiros e diz que podemos nos tornar doadores.

Learning to read

2. E a saga continua... nosso diretor cinematográfico já lançou novos filmes!!! Já em cartaz a nova versão de "Jeannie é um Gênio", o 6º e o 7º episódio da série LOST. Consulte as "Notícias enviadas" do Diego e acompanhe!

3. O Franck do blog "Aqui ah gato!!!" me pede para avisar que seu blog tem uma homenagem aos dihittianos.

Seção Novato:

Mother Changing Her Newborn Baby's Nappy

Se você é novo no diHITT, acompanhe nossas dicas. Só um pouquinho de cada vez, tá?

1. É bem provável que você tenha também participação em sites de relacionamento, então observe a diferença. No diHITT não precisamos deixar "scrap" pra adicionar ninguém. O diHITT é um site de notícias. Estamos nele para enviar ou apenas ler notícias.

2. Na tela do seu perfil, olhe pra cima, na faixa laranja, do lado direito. É lá que aparecem os novos amigos pedindo sua aprovação. É só você clicar lá e aprovar seu novo amigo. A partir desse momento você poderá receber e as indicações de notícias deste usuário, recados e mensagens. Poderá também enviar suas próprias indicações.

Notinhas:

1. Já participei e ainda participo também de sites de notícias estrangeiros e em pelo menos um deles não se estimula muito o envio de notícias de seu próprio blog, pois o objetivo, no meu entendimento, seria o de encontrar artigos legais na web e colocar lá pra todo mundo ver. Assim, imagino (eu disse imagino!) que no dihitt o envio de notícias de outros poderia ter um peso maior que o envio dos artigos de nossos próprios blogs.

2. Posso estar redondamente enganada em relação ao item 1. É apenas um palpite. Mas experimentem indicar a notícia de outros usuários durante alguns dias e veja se seu número do ranking vai dar um pulo pra frente. Depois experimentem também ficar alguns dias enviando apenas indicações de notícias do seu próprio blog e verifique seu número de rank.

businessman looking suspiciously over his shoulder rear view

3. Peraí: se todo mundo experimentar ao mesmo tempo, todo mundo vai pular junto e tudo ficará a mesma coisa! Façam a experiência um de cada vez...(como se isso fosse possível!!!).

4. A entrevista com o robô é ficção.

Errata

Na edição número 1 do "Estou de Olho", na notinha número 2, onde se lê: "Todos nós preferimos ficar à vontade para ler o que quisermos" leia-se "Eu prefiro ficar à vontade para ler o que quero." Perdoem-me a generalização.

Avisos:

Hoje tenho que trabalhar muito, então eu os deixarei a sós nos comentários até que eu possa estar presente (tardão da noite provavelmente).

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Amigos virtuais e seus avatares

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 by Leila Franca


Nesse mundo virtual encontramos tanta gente que até perdemos a conta. Alguns conhecemos pessoalmente, outros apenas por um vídeo, muitos por uma única foto, mas existem vários que se apresentam apenas por avatares misteriosos.

Isso deixa margem para a minha imaginação voar! Entre os amigos virtuais que recentemente conheci, tento imaginar o semblante de vários, a partir de seus avatares.

Pra mim, a Sereníssima, com este nome, seu avatar todo verde e ainda mais sendo "a voz da poesia", seria assim:

Woman wearing full-length gown

E o Príncipe? Bom, eu acho que muita gente gostaria de saber. O Príncipe bem que poderia deixar a gente ver como ele é...

Family at gates to Buckingham Palace in London

Sempre penso na Edilene se preparando para a foto... Será que ela seria assim?

Applying mascara

E o Rob Maia? Rob trabalha em banco... vai ver que a gente já entrou na fila pra falar com ele! Imagino eu bem entrando num banco e de repente vejo um funcionário com um crachá escrito assim: "Roberto Maia"... Daria uma história legal!

tungsten shot of a young couple sitting at a business executives desk

Mas não sei não, com aquela roupa de ninja, posso estar enganada e vai ver que o Rob Maia é assim:

Side profile of a male fencer holding a fencing foil and a fencing mask

E a Joici? Ela se diz mulher borboleta! Pelo menos é uma descrição! Talvez tenha uma história com borboletas que ninguém sabe ou então quem sabe tenha uma tatuagem?

Teenage girl (16-18) outdoors, butterfly on nose, smiling

Não é fácil imaginar alguns amigos. O Joselito, por exemplo, com aquele avatar estranho... vai ver que não é nada disso e ele é bem assim:

Portrait of man in truck

E o Oceanus? Não tem jeito, sempre imagino o Oceanus assim:

Man in diving gear climbing up ladder of boat

O Nuzzi já tentei imaginar e às vezes penso que pode ser que ele tenha barba e cabelo grisalho, como um leão branco. Então, na minha imaginação, o Nuzzi seria assim:

Portrait of a man posing for the camera


Mas por falar nisso, minha foto foi tirada dentro do Maracanã, no dia do show da Madonna. É bom que eu atualize, senão qualquer dia estarão imaginando como sou também.

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Num cantinho, o violão

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 by Leila Franca


Quando chegava a temporada de férias, eu sempre providenciava um revezamento entre praia e campo, mas em qualquer lugar que eu fosse, tinha que levar meu violão. Eu nem tocava lá grandes coisas, mas gostava de ficar sozinha num canto dedilhando, experimentando novas sequências de acordes em qualquer lugar onde não houvesse barulho.

Woman walking on beach with guitar on back, low section

Lembro que uma vez num acampamento na praia todo mundo saiu à tarde para tomar sorvete na cidade e eu fiquei tomando conta da barraca e das nossas coisas. Olhando em volta, só havia eu e o mar. Era exato nessas horas que eu gostava de pegar o violão e... ta-na-ni-ta-na-na...

As notas, os sons, iam embora com o vento, ninguém me escutava naquela praia vazia... Bem, isso era o que eu pensava. Um dia tocando na porta da barraca, vi que de um buraquinho na areia branca, surgiu um sirizinho. Até pensei que ele ia vir pra cima de mim, mas isso não aconteceu. O sirizinho ficou lá só me olhando, paradinho, com aqueles olhinhos pretos, prestando atenção. Eu comecei a tocar pra ele, é lógico.

Ghost crab :: Ocypode cordimana

O que aconteceu em seguida foi surpreendente: mais um sirizinho apareceu e mais outro... mais outro... Quando eu vi, devia ter mais de 50 sirizinhos em volta de mim. Quando eu parava de tocar, todos desapareciam instantaneamente! Entravam rápido nos buraquinhos da areia. Então eu começava a tocar de novo e eles iam aparecendo um a um até que ficava a areia cheia deles. Todos me olhando. Eu nunca pensei que siri gostasse de música. Ainda mais da minha!

Man playing a guitar, close-up

É lógico que eu também tinha uns amigos que tocavam muito! Eles tinham até uma banda e tocavam em eventos. Eu e as meninas que faziam parte do grupo sempre íamos em suas apresentações. Os rapazes da banda sabiam que eu e outras meninas também tocavam. Não tínhamos a mesma prática que eles, mas tocávamos sim. Então uma vez nos fizeram uma surpresa: fomos chamadas no palco e convidadas a tocar uma música num lugar que estava cheio de gente!

Eu não sabia onde metia a cara! Fui para o palco já tremendo da cabeça aos pés. A música que escolhemos: "Proud Mary", do Creedence. Acho que toquei tudo errado, mas todo mundo bateu palmas assim mesmo.

Teenage (14-16) band (focus on girl singing in foreground)

Tive o prazer de visitar uma exposição de guitarras no Museu de Arte de Boston, que se chamava "Dangerous Curves" (Curvas Perigosas) e assim, fiquei a meio metro de distância de instrumentos famosíssimos. Lado a lado estavam o violão que John Lennon comprou quando tinha 17 anos, o primeiro que ele teve, a guitarra que Jimmy Hendrix usou no festival de Woodstock, uma guitarra de Elvis Presley, uma de Erick Clapton e uma de Kurt Cobain, do Nirvana. Fiquei muito emocionada diante destes objetos.

Guitar

Onde eu ia sempre tinha uma guitarra ou violão. Uma vez subi na cobertura de um prédio em Boston com dois amigos pois eles tinham de fazer uma filmagem para um trabalho de faculdade. Quando chegamos no alto do prédio, havia um americano tocando violão sozinho lá em cima. Por coincidência, o rapaz estava usando uma camisa da seleção brasileira! O rapaz até ajudou meus amigos na filmagem, enquanto eu fiquei tocando o violão dele. E assim descobri a emoção de tocar no alto de um edifício!

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Depois parei de tocar, passou o tempo. Um amigo me pediu meu violão emprestado para uma viagem e o esqueceu no trem. Pensei que eu nunca mais fosse tocar. Pouco tempo atrás, um dos meus amigos, o que tocava mais do que todos, faleceu. Eu ganhei o violão dele, que agora fica aqui num cantinho do meu quarto. De vez em quando eu toco.

PS.: Abaixo um vídeo com a música "Proud Mary", pra quem não conhece (duvido) ou não se lembra qual é.


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Desafio no Morro

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 by Leila Franca


Antigamente o sonho de todo menino ou menina era ter uma bicicleta, que geralmente vinha no Natal ou no aniversário. Ganhei minha primeira bicicleta quando tinha 10 anos e logo conheci muitas pessoas que vieram a se tornar verdadeiros amigos. Muitos estão por aí pedalando até hoje por puro prazer.

Creatas Images Single Image Set

No tempo do colégio, formávamos grupos de 15 ou 20 ciclistas para grandes passeios que duravam o dia inteiro. Foi assim que descobri também o prazer de conhecer lugares, cidades, de bicicleta. É mais divertido do que de carro e todo mundo fala com a gente. Com um mapa na mão é uma aventura chegar a qualquer lugar de bicicleta.

Young woman and young man on mountain bike

Nos Estados Unidos, eu ia de uma cidade a outra pedalando e conheci algumas pessoas loucas por mountain bike. Só não pedalei na neve e no gelo porque vi gente tomando tombo feio fazendo isso. Os universitários em Boston compram bicicletas para usar enquanto estão na faculdade e quando se formam, voltam para os seus locais de origem e muitas bicicletas são abandonadas pela cidade. É uma coisa que não se vê aqui no Brasil.

A bike parked beside a tree in a park

Sempre quis dar uma volta pela América do Sul de bicicleta, mas nunca encontrei quem quisesse fazer o mesmo e me acompanhar. Infelizmente, sendo mulher, é muito perigoso ir sozinha. Andar de bicicleta para cumprir o "exercício diário obrigatório" por uma ciclovia é legal mas não tem graça. O divertido da bicicleta é poder andar em velocidade onde os automóveis não podem, sendo mais barato que a moto.

Por isso, hoje eu trouxe um vídeo diferente. São os irmãos Gee e Dan Atherton num evento da Red Bull que se chamou "Desafio no Morro", onde eles descem uma favela no Rio de Janeiro em suas bicicletas. Acompanhe o trajeto!


fotos: Picapp


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