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Às vezes acontece...

domingo, 7 de fevereiro de 2010 by Leila Franca


Começa com uma conversa, onde uma ou ambas as partes se empolga e a coisa vai esquentando até que se torna um discurso, uma discussão acalorada e qualquer que seja o objeto que por acaso estava em sua mão se torna uma parte ativa e cômica da cena...

Uma vez a campainha lá de casa tocou bem na hora que eu e o marido estávamos na cozinha preparando o almoço. Ele foi atender a porta, mas distraidamente levou consigo um ovo cozido que iria descascar para colocar na salada. Na porta, dois religiosos começaram uma ladainha tentando convencê-lo a se converter naquela religião.

Person holding an egg

O marido começou a discussão acerca de igrejas e crenças enquanto eu me divertia de longe vendo que ele quase encostava aquele ovo cozido no nariz dos religiosos, que tentavam se esquivar. Ele nem reparou que o tempo todo gesticulou com aquele ovo na mão!

De outra vez eu estava trabalhando numa cantina que servia um sanduíche cortado ao meio. Para segurar as duas bandas do pão, se espetava um palitinho com um enfeite na ponta. Logicamente, antes de comer, a pessoa teria que retirar o palito! Entretanto, um cliente esqueceu de fazer este gesto tão simples e o que aconteceu foi um episódio tragicômico.

Man with Toothache

O rapaz se levantou de uma das mesas e, fazendo uma careta, disse que queria falar com o gerente. Mas era com a gerente mesmo que ele estava falando. Então, muito alterado, ele começou dizendo que havia mordido o palito do sanduíche e tinha quebrado o dente! Para completar a reclamação, mostrou a todos um enorme dente molar! Algumas pessoas se levantaram pra ver...

Man with Toothache

A gerente deu um passo pra trás assim que viu o dente na mão do homem. "Não é possível que este palito tenha quebrado o seu dente!", duvidou ela. O rapaz ficou indignado e se virou para falar com os outros clientes (a partir deste momento ele já havia esquecido que estava com o dente na mão). "Muito cuidado com estes palitos!" - ele avisou esticando o braço. Todos evitaram a aproximação do dente e uma clareira se abriu no meio do salão. Depois, virou-se para a gerente e continuou: "Quem é que vai pagar a conta do dentista?"

A discussão se prolongou por mais uns 10 minutos, pois a falta do dente havia despertado o orador que vivia no rapaz. Durante todo o tempo ele gesticulou sem largar o dente em nenhum momento. E no final todos já estavam prendendo o riso pelos cantos.

9 comentários:

  1. Sonia Regly
    8 de fevereiro de 2010 18:12

    Rrsrsrssr!! Adorei seu texto.Super bacana!!!Isso já aconteceu comigo várias vezes ,é cômico.

  1. Gernain
    8 de fevereiro de 2010 18:20

    Oi Leila,
    Muito bom o artigo. Não só deu pra rir das suas experiências como me fez lembrar de algumas minhas.
    Estas são coisas naturais que nem nos damos conta, não é mesmo? Se percebessemos na hora em que está acontecendo talvez, nem continuassemos a discutir.

    Um abraço,
    Gernain.

  1. Fernandez
    8 de fevereiro de 2010 19:38

    Olá Leila querida! Texto primoroso, Me diverti muito lendo e lembrando diversas situações semelhantes que passei. Abraços, Fernandez.

  1. Valéria Braz
    8 de fevereiro de 2010 19:54

    Como sempre sensacional....eu mesma quando falo gestuculo pra caramba... e se tiver com um objeto na mão também nem reparo....Kkkkkk
    Beijo no coração

  1. LISON
    8 de fevereiro de 2010 20:46

    Saudações!
    Que Post Fantástico!
    Amiga LEILA, eu já estava com saudades das suas histórias.
    E essas são mais duas de suas historias absolutamente fascinantes!
    Parabéns pela narrativa!

    Ótimo Post!
    Abraços,
    LISON.

  1. Edvalter
    8 de fevereiro de 2010 20:49

    Desculpe somente agora á noite ter podido retribuir-lhe o carinhos dos votos, visita e comentáriois, faço de coração com muito amor, trabalhei durante o dia. Essa matéria postada aí diz muito a meu respeito. Ri até rsrsrs. Obrigado por compartilhá-la conosco!!

  1. Sissym
    8 de fevereiro de 2010 22:20

    Quando a Kopenhaghen lançou a Nhá Benta sabor maracujá, tinha como garoto propaganda o lindo Edison Celulari, bem na porta da loja no Shopping da Gavea. Acontece que eu fui comer uma novidade e naquela época faziam com caroços e tudo. Tinham caroços inteiros! Mordi provalvemente de mal jeito e engoli um bloco que tinha o tamanho de uma escola de samba. Contudo a empresa foi excepcional. Perceberam que havia um erro no preparo do produto. Eles me ressarciram o gasto no dentista e o produto veio mais processado. Eu levei mais de ano até ter coragem de experimentar novamente, mesmo assim, não consigo mais comer, fiquei realmente traumatizada. E amo maracujá!

  1. arte-e-manhas-arte
    9 de fevereiro de 2010 08:20

    Leila,

    Estou a imaginar a cena do ovo! Uma discussão acesa sobre religião com um ovo a servir de indicador! ahahahahh

    Excelente crónica.

    Beijos
    Luísa

  1. Lilian
    9 de fevereiro de 2010 21:51

    Olá querida amiga Leila,

    Já li essa crônica ontem, em casa de minha cunhada Maria José, ao cadastrá-la no Dihitt, e cadê meu comentário??????????? Sei que o fiz. Mistéeeeeeeeeeerio....

    Mas, minha amiga, está de parabéns pela crônica, como sempre, das melhores. Fez-me lembrar de tantos episódios acontecidos, que em sua narrativa, ficariam divertidos demais.

    Parabéns pelo post.
    Carinhoso e fraterno abraço,
    Lilian

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