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Não duvide de si mesmo

sábado, 10 de outubro de 2009 by Leila Franca


Vamos supor que uma garota passou a tarde no shopping e comprou aquele vestido lindo branquinho bordado que ela amou desde o minuto que viu. Vai pra casa toda feliz e à noite veste o vestido novo pra sair com o namorado. Ela se olha no espelho vê que o vestido caiu super bem no seu corpo e combinou certinho com suas sandálias. Ela está se sentindo ótima.

Quando o namorado chega, ele logo repara o vestido e vê que ela está bonita demais. Ele deveria se sentir orgulhoso por ter uma namorada como ela, mas alguma coisa faz com que ele diga: "Tá parecendo uma baiana do carnaval!"

Pronto! Acabou a alegria da menina! Não adianta, toda vez que ela usar o vestido vai pensar na baiana rodopiando no desfile da escola de samba e não era esse efeito que ela queria ao comprar o vestido. Talvez ela o esqueça no guarda-roupa e não use mais. Ela começa a duvidar do seu gosto ou pensa que o problema está no seu corpo.

O negócio é que ela estava adorando o vestido até o momento que o namorado fez o comentário. O que tinha acontecido? Ele queria se sentir o maioral e ela esperava que ele aprovasse a sua escolha. É como um jogo, que vai acabar se repetindo, em situações diferentes.

Marido e mulher saem para levar o filho numa festinha de aniversário. No final da festa, se despedem dos amigos e vão para casa. No caminho até o carro, o homem pergunta à esposa: "Cadê a chave do carro?" e ela responde: "Está contigo." Ele se espanta e diz: "Não, eu te dei a chave quando a gente chegou." E ela nega: "Não, você não me deu chave nenhuma!" Ele insiste: "Dei sim!" E ela também: "Não, eu não peguei na chave!" Eles voltam para a festa e a chave estava caída no chão, exatamente entre as cadeiras que ele e ela estavam sentados. Era impossível provar que a chave estava com um ou com o outro, mas um deles tem razão. O que estava errado não quer admitir que esqueceu da chave e o que estava certo fica pensando: "Será que a chave estava comigo?" E começa a duvidar de si mesmo.

Um homem tem um cargo de prestígio e ele é conhecido por estar sempre disposto a ajudar os outros. Não há quem não goste dele. Ele é popular, respeitado e todos o tem em alta conta. No entanto, dentro de casa, entre quatro paredes, ele trata a esposa com desdém e nada do que ela faz parece bom o suficiente para ele. Ele está sempre criticando e apontando seus defeitos. Apesar de tudo, ele dá a ela boas quantias de dinheiro e ela pode comprar o que quiser. Ela não é feliz, mas não pode falar sobre sua vida com ninguém, pois ninguém iria acreditar. Ela começa então a duvidar de si mesma e a pensar que está errada.

Essas histórias são fictícias, mas são relações que acontecem. Se a gente não passou por isso, pelo menos já ouviu falar de alguém que passou. Sempre tem um que fica duvidando de si mesmo, se sentindo pra baixo. É um jogo que não faz bem. O interessante é que a partir do momento que a pessoa vê que é só um jogo e se recusa a jogar, aquilo começa a parar de se repetir tanto, até que não o afeta mais.

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