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Estranha aparição

domingo, 30 de maio de 2010 by Leila Franca

Há muito tempo atrás tive um namorado, que antes de se tornar namorado, era meu amigo de colégio e de aventuras. Saíamos juntos, viajávamos juntos e nos víamos todos os dias. Da amizade para o namoro quase não houve diferença. Acho que nunca saímos a sós. A companhia de outros amigos era normal.


Mas houve um verão que fomos para uma cidade litorânea e nossos amigos não conseguiram ficar no mesmo lugar, que já estava cheio. Eles ficaram em outra cidadezinha, perto de onde estávamos. Quando chegou de noite, resolvemos ir caminhando pela areia da praia para encontrar o resto do grupo.

Sun setting over beach with birds

Tínhamos bem uns 6 quilômetros de praia semi-deserta pela frente. No início havia uma casa aqui, outra acolá, mas depois vinha um longo trecho que não tinha nenhuma construção, somente as dunas e o mar. A estrada se afastava e não havia iluminação. Somente a lua cheia, que já estava alta, aparecia entre as nuvens. De longe víamos as luzes da cidade que pretendíamos alcançar.

Com a vista acostumada ao escuro, víamos as nossas sombras formadas pelo luar, a areia branca e a espuma do mar, mas de repente vimos algo se mexer alguns metros à nossa frente. Algo que não conseguimos identificar. Meu namorado segurou meu braço e me fez parar: "Leila, o que é aquilo???", disse ele baixinho.

Ficamos ali paralizados por alguns instantes. Víamos apenas um vulto. Devia ter no máximo uns 60 centímetros de altura e uma cabeça grande que parecia uma bola, um ventilador! Abaixo, algo que pareciam pequenos pés. A figurinha parecia estar executando uma estranha dança. Pulava e rodava, alheia a nossa presença.

Furball creature

"Parece um saci!", disse eu. "Tá vendo o cabeção?" Nós segurávamos as nossas mãos com força. Começamos a nos afastar lentamente em direção às dunas. Mas outra coisa nos fez sair correndo: naquele momento houve um apagão, um black out e as luzes da cidade à frente desapareceram! A lua foi coberta pelas nuvens e ficamos numa escuridão total!

full moon through clouds

Não era mais possível identificar coisa alguma. Corremos aos tropeções, caindo na areia, sem enxergar absolutamente nada. Acabamos caindo dentro de um buraco enorme onde possivelmente alguém havia usado para fazer suas necessidades e ficamos com um cheiro horrível.

Já estávamos bem próximos da cidade quando a luz voltou. Entramos na água do mar para lavar nossas roupas e tentar tirar o fedor. Mas parecia impossível! Quando conseguimos encontrar nossos amigos, alguém falou: "Vocês estão fedendo!!! Saiam daqui!!!"

Era verdade. Voltamos pra casa de ônibus, jogamos fora a roupa que vestíamos, tomamos banho e fomos dormir. Mas até hoje não sabemos o que foi que vimos naquela praia.

19 comentários:

  1. Principe Encantado
    30 de maio de 2010 14:44

    Caramba Leila que conto estranho uuuuu ainda bem que o li cedo se não ia fiar impressionado.
    Abraços forte

  1. Sonia Regly
    30 de maio de 2010 14:50

    Leila,
    Existem coisas muito estranhas mesmo. Será que vc viu um et?? Muito esquisito.

  1. JORNALISMO ANTENADO
    30 de maio de 2010 14:52

    Nossa Leila que aventura hein...sinceramente nem é bom pensar no que era já que deu tudo certo e vocês ficaram bem, apesar de fedendo..rs

    Interessante a história
    Márcia Canêdo

  1. Cris Travassos
    30 de maio de 2010 15:18

    Gostei da aventura, não de ficar fedendo, mas o passeio e a visão. Ainda bem que nada de grave aconteceu.

    Beijocas

  1. Edison Gil
    30 de maio de 2010 16:15

    Saudações Leila,

    Que história fascinante! Apesar de assustadora eu me amarro em aventuras desse tipo. Rs

    "Ô, ô seu moço! Do disco voador, me leve com você pra onde você for!"

    Um grande abraço!

  1. Eduardo Montanari
    30 de maio de 2010 16:21

    Pela ilustração da peçonhenta criatura, creio eu, de modo leigo é claro, não se tratar do chamado saci, nosso famoso personagem folclórico, mas sim de uma rara mutação genética causada pela poluição de nossas praias, popularmente conhecida por Oreyshituretêtiriúgunda.
    Criatura geralmente vista em praias, brejos e margens de lagoa. Para ter mais informações, pesquise no gúgou.

  1. Mr.Jones
    30 de maio de 2010 16:21

    Leila, a noite de tudo acontece. As sombras tomam forma e vida. E elas podem se transformar dependendo da criatividade das nossas mentes.

  1. Leila
    30 de maio de 2010 16:38

    Eduardo,

    Adorei o nome da criatura...kkkkkkkkkkkk

  1. jotapeh9907
    30 de maio de 2010 18:59

    Horripilante!
    Que experiência!
    Acho que se fosse comigo...
    Mas, e esse fedor, era mesmo sujeira que estava no buraco ou foram voc~es que...
    brincadeira

  1. Anônimo
    30 de maio de 2010 19:13

    Olá Leila,

    Tem gente que atrai essas coisas sabia? rsrsrsrsrsrsrsrs. Pelo menos vc tem hoje o que contar! Agora já imaginou se ele (o bichinho) resolvesse conferir vcs tb!rsrsrsrsrs É melhor nem imaginar!
    Fiquei imaginando vcs no ônibus fedendo! rsrsrsrsrs

    Abraços,

    Giseti.

  1. Senhor da Vida
    30 de maio de 2010 21:02

    gente, detetive neles,ejejejmisterio!

  1. rr3075ss
    31 de maio de 2010 04:30

    ... falei tanto,e tanto sobre isso, que prefiro dizer, o quanto depois, de tanto, só pra vc...

  1. Célia Regina
    31 de maio de 2010 06:13

    Leila... excelente maneira de se expressar através de palavras. Gostei, muito! Obrigada por ler meus textos no diHitt.

  1. Jackie Freitas
    31 de maio de 2010 09:06

    hahahaha...Leila, minha querida!
    Que coisa, hein? Isso me fez lembrar de uma vez que eu e uma turma de amigos fomos ao litoral norte de SP. Resolvemos sair (sem carro) para a cidade e irmos a um parque de diversões...ficamos tão envolvidos nas brincadeiras...rs...que esquecemos do horário e por fim passou a hora de circulação dos ônibus. A maior parte decidiu pegar um táxi para voltar à casa que estávamos (era bem longe), mas eu e o meu noivo (na época) resolvemos ir caminhando, pois gostávamos de tagarelar... No início estava maravilhoso, mas dali uns quilômetros as luzes foram diminuindo e passamos a andar pela rodovia escura...Como você disse, a gente acaba se acostumando com ela e fica tudo normal, até era "romântico"...rs... De repente, escutamos um barulhão vindo da mata, como se fosse umas três pessoas correndo e tivemos a sensação de que queriam nos pegar... hahahaahaha...Acho que se tivesse uma São Silvestre rolando naquele momento, naquele trecho, ganharíamos a corrida facilmente, mesmo não sendo inscritos! No final, nem olhamos pra trás e até hoje não fazemos a menor idéia do que poderia ter sido. Só sei que quando chegamos na casa, exaustos, sem fôlego, com a língua de fora, fomos a piada da temporada! Até hoje uma amiga minha tira sarro de mim ao lembrar desse dia (ou noite do terror!).
    Beijos,
    Jackie

  1. Marianne
    31 de maio de 2010 13:42

    Nossa, se eu desse de cara com algo assim, morreria do coração. xD
    Isso me fez lembrar de um dia, que a criatura aqui nunca tinha ido na praia na vida e não tinha ninguém quem a tirasse de perto do mar no primeiro contato com aquela imensidão.

    Eu sei nadar, mas morro de medo (até hj) de entrar no mar e ser arrastada. Mas então comecei com minhas loucuras. Corri a praia inteira, rolei na areia, peguei insolação, lambi os dedos salgados da água do mar, recolhi milhões de conchas.

    Então de noite, deitei na areia e fiquei olhando o céu. A praia vazia, só a brisa suave fazia algum barulho, além do som das ondas.

    Eu devo ter visto uns 4 vultos. HAHAUHAHUAHUIAHUAHUIAUI

    Mas se eu visse um bichinho com perninhas, sairia correndo =D

    Abraços,
    Mari

  1. Igor Sousa
    31 de maio de 2010 14:28

    Rsrs, eu ri muito com o comentário da Jackie Freitas, imagina os dois correndo no escuro igual uns desesperados, isso parece cena de filme de terror, um casal que se perde perto de uma mata e blá blá blá...

    Mas estranho isso aí do bichinho redondo, muito suspeito...

    Gostei do blog, conheci ele através de um comentário seu no blog do Cabeça de Blogger, esse foi o primeiro post que li, e já gostei do jeito que você escreve, voltarei para conferir os outros posts!

    Beijos.

  1. Sérgio
    31 de maio de 2010 18:07

    Se ouvisse a música que ele dançava seria fácil identificá-lo. rs*

    Um forte abraço!

  1. Joselito
    1 de junho de 2010 13:20

    Grande Leila, até que enfim conheci (mais ou menos) alguém que teve um contato de terceiro ou quarto grau com um ET ....ou não.

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